26 de set. de 2012
Energia das Marés
2 de dez. de 2009
Vai uma escova aí?

Comprei dias atrás uma nova escova de dentes. Paguei cerca de oito reais pela pequena peça de plástico com algumas cerdas em uma de suas pontas.
13 de ago. de 2009
No Heavens: aprendendo vendas com histórias divertidas
Trata-se de uma reunião de pequenas crônicas escritas por ele ao longo de sua carreira, em que Brandi mostra perspectivas diferentes daquelas a que estamos condicionados a enxergar no mundo delicado das vendas.
Transcrevo em seguida o prefácio do livro, escrito por Giacomo Mastroianni, publicitário, jornalista e escritor, e já convido todos os leitores de Passa Boi, Passa Boiada a prestigiar esse lançamento literário.

"Imagine o sábio Isaac Newton visualizando suas teorias da mecânica gravitacional, com todas as complicadas fórmulas e equações implícitas, no exato momento em que a maçã lhe caísse sobre a cabeça. É mais ou menos o que acontece com o profissional de marketing e administração ao protagonizar cada episódio do dia-a-dia, no envolvimento com outras pessoas em negócios. Episódios que para leigos parecem destituídos de fundamentos, para estes homens e mulheres de marketing, entre os quais me incluo, soam como verdadeiros cases, cheios de ensinamentos profundos.
O autor desse despretensioso e compacto livro é, no fundo, um contador de histórias. Algumas até líricas, outras de puro pragmatismo negocial e quase todas revestidas de certo humor e picardia, como para provar: nos contatos pessoais e nos contratos informais de negócios, rolam muita esperteza e matreirices, que beiram sempre certo cinismo. Ali, onde uma pessoa comum enxerga lances banais de relacionamento, na vida ou no trabalho, o autor consegue avistar ações e reações regidas por leis de evolução profissional. Em determinados momentos, identifica com toda clareza erros mercadológicos, surgidos da transgressão comportamental de um vendedor. Da pouca atenção de um empresário à cartilha básica dos bons serviços, onde o cliente é rei e senhor de todos os nossos movimentos.
Noutro instante, o autor nos faz perceber que nada substitui o talento instintivo do vendedor. É quando, tal qual um alquimista, sugere o caminho oculto dos labirintos da venda perdida e vai sacar de seu arsenal invisível, a arma decisiva do argumento convincente, sempre alicerçado na visão positiva de um bom resultado final.
Carlos Brandi, no âmbito das empresas do ramo financeiro a que tem servido nesses últimos 20 anos, parece ter ministrado treinamentos sempre lembrando de suas experiências da vida particular, vivenciadas ou como comprador ou como vendedor. Ora como vítima injustiçada de algum gesto violento na infância, ora como triunfal vencedor de pelejas juvenis, ele saiu catando por aí tudo que encontrava para fundamentar a técnica dessa paciência, dessa persistência, da construção daquele resultado sempre quantificável, que transforma um vendedor num vencedor.
Por outro lado, lá fora, nos tabuleiros de banana das quitandas, nos balcões de lojas de moda dos shoppings, nos pátios de estacionamento, nas salas refrigeradas das financeiras ou no corpo a corpo com a clientela das revendas de automóveis, ele vai destilando teorias de Kotler, numa simbiose bastante proveitosa para ambos os universos.
Aliar a teoria à prática é o conceito mais importante para a evolução do marketing em nosso país.
Esperamos que os leitores de Brandi curtam suas histórias com a seriedade que o marketing merece e o fair- play que o seu estilo literário sugere, o que torna palatável e digerível os grandes ensinamentos contidos nessas crônicas simples."
Giacomo Mastroianni
Fortaleza, 25 de setembro de 2008
6 de ago. de 2009
Shopping center: a cidade dentro da cidade

Fotos: GettyImage
O shopping center é uma cidade dentro da cidade. O mundo perfeito protegido por cercas, seguranças. A própria arquitetura e o modus operandi refletem isso: lá não há mendigos, não há favelas, não há semáforos.
Há o cheiro, a música e a temperatura, que tentam ser agradáveis. Há a beleza (questionável) das vitrines, os objetos de consumo da classe média, a conveniência dos serviços, o Papai Noel no final do ano, o coelhinho na Páscoa, o Mickey no dia das crianças.
Para se ter uma ideia, a cada 4 dólares faturados no varejo americano (território pátrio dos mundialmente difundidos centros de compras), 3 têm origem em shopping centers. Sendo mais exato, esse modelo de empreendimento imobiliário e comercial responde por 72% do faturamento do varejo dos Estados Unidos, o mais pujante do planeta.
No Brasil, essa relação é mais tímida: 21% das vendas do varejo são realizadas nos shopping centers (fonte: Folha de S.Paulo, edição de 6/8/2009, página B2, coluna Mercado Aberto). Segundo o Ibope, os shoppings brasileiros têm potencial para alcançar a marca de 40% de participação no total do bolo do varejo tupiniquim.
Mas qual é a magia, quais são as artimanhas utilizadas por esses poderosos ícones do consumismo?
Já repararam que nos corredores desses gigantescos prédios não há sinalização indicando a saída?
Perceberam também que, uma vez dentro do shopping, não dá para saber se é dia ou se é noite, se chove ou se faz sol, se está frio ou calor?
Não há relógios para se saber a hora!
Os nomes dos setores do estacionamento são confusos: ou por letras e números (G1, G2, G3 etc.) ou por nomes difíceis de memorizar (Setor Tulipa, Orquídea, Hortênsia). Ou seja, não querem que você vá embora, saia de lá, deixe de comprar, comprar, comprar.O shopping virou o ideal da classe média, o consumismo instituído, o modelo perfeito de família: lindo casal jovem com filhos pequenos, dentes perfeitos, bochechas coradas.
Essa herança é proveniente do modelo capitalista americano de se organizar o sistema de compras em grandes centros comerciais. A ideia de centralizar as lojas e os serviços fez com que o próprio desenvolvimento urbanístico refletisse essa realidade através da proliferação, por exemplo, de condomínios residenciais fechados, causando a degradação das regiões centrais de grandes cidades (como resultado da fuga de clientes e comerciantes para os shopping centers).
Sem mencionar a descaracterização das regiões residenciais, abandonando o conceito tradicional de centros de convivência, uma vez que há a diminuição nesses bairros da quantidade de lojas, farmácias, açougues, serviços e até opções de lazer.
Essas funções sociais vêm sendo abocanhadas cada vez mais pelos shoppings.
Há algo de errado nisso? Algo de bom? Não pretendo aqui aprofundar a discussão do tema. Afinal, esse artigo apenas toca a superfície, mas proponho fazermos a reflexão sobre como o modelo dos shopping centers contribui ou não para a construção de uma sociedade mais sadia, justa e solidária.
Fica o convite para todos comentarem.
29 de jun. de 2009
Dica do blog rende 11,8% em um dia

Quem aproveitou a dica que dei aqui mais de dois meses atrás (em 23 de abril) ganhou só hoje 11,8% com as ações da Visanet (IBOV: VNET3).
Quero a minha parte, hein!? ;-)
22 de jun. de 2009
Telefónica nunca mais
Uma inusitada mas bem-vinda decisão da Anatel lavou minha alma hoje: a Telefónica está impedida (mesmo que temporariamente) de vender novas assinaturas do seu serviço de internet Speedy.Já não sou cliente da Telefónica há anos. Antes mesmo de existirem serviços de banda larga de internet, já havia cancelado uma linha de telefone nos idos de 2000 e me comprometido a nunca mais ser cliente deles.
A falta de respeito na central de atendimento, o descaso com minhas reclamações, os valores cobrados a mais, a arrogância dos executivos em entrevistas na imprensa, enfim, sofri na mão deles e, como não sou masoquista, caí fora sem titubear.
Uma vez, num processo seletivo para um novo emprego em São Paulo, quase fui desclassificado porque a empresa contratante identificou um apontamento no meu nome na Serasa. Fui investigar o que era (afinal, não tinha a mínima ideia do que poderia ser). Descobri que a Telefónica havia negativado meu nome em razão de alguns reais que ficaram em aberto após a data do meu cancelamento da linha em 2000.
Detalhe: eles nunca me informaram que havia tal saldo em aberto, não me comunicaram o envio dos meus dados para a Serasa e, pasmem, quando lhes contatei para acertar a ‘dívida’ de poucos reais e solicitar que meu nome fosse excluído do cadastro de maus pagadores imediatamente, eles fizeram corpo mole, não se prontificaram a resolver o meu problema e ainda se defenderam dizendo que o interesse era meu, logo, eles apenas seguiriam os procedimentos internos para verificar o ocorrido.
Felizmente, consegui o emprego: a empresa compreendeu a situação e me deu o tempo necessário para achar uma solução.
Sei que minha revolta contra eles, Telefónica, não lhes faz nenhuma cócega. Mas me sinto aliviado ao ver o vexame pelo que estão passando hoje. Afinal, tem coisa pior do que alguém lhe impedir de vender seus produtos e serviços?
Já pensou o dono da barraca de ovos da feira aqui do bairro ser interpelado pela Vigilância Sanitária e proibido de vender suas cartelas por conta de suspeita de contaminação dos ovos? O que ele, feirante, teria a dizer a seus filhos e a seu travesseiro quando chegasse em casa à noite?
Pois é isso que falta à Telefónica: vergonha na cara, consciência e dignidade.
Telefónica nunca mais.
A propósito 1: Desde 2000 sou cliente Embratel e Net. Estou feliz e recomendo.
A propósito 2: Enquanto escrevo este post, vejo o SP TV e me deparo com a seguinte notícia: “Mesmo impedida, Telefónica continua vendendo Speedy”. Bem a cara da empresa mesmo.

Montagem: 'Passa boi, passa boiada'
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Leia outras da série 'nunca mais':
Oi: portabilidade com a porta na cabeça
Livrai-me de todos os males, inclusive da Livraria Saraiva
15 de jun. de 2009
Twitter e Ahmadinejad: Um marco na história das comunicações

Foi um tweet que levou ao mundo, nesse último fim de semana, a notícia da confirmação da vitória de Ahmadinejad nas eleições presidenciais do Irã.
Com isso, um marco importante na história das comunicações ganha vida: pela primeira vez, uma notícia de importância internacional foi dada pela Internet, em primeira mão, por pessoas, indivíduos, internautas, anônimos ou não. Para ser mais específico, pelo Twitter.
Chega a vez em que a nova mídia bate a velha mídia. E quem mais sentiu o golpe foi a americana CNN, que detém (ou detinha) a reputação de sempre dar notícias com exclusividade, como por exemplo o 11 de Setembro, a operação Tempestade no Deserto, entre outras. (Veja mais no site do Mashable, em inglês)
As vias tradicionais de divulgação de notícias, sejam elas os maiores jornais do mundo e seus sites, agências de notícias, rádios e televisões levaram do Twitter, usando o jargão jornalístico, um inusitado furo de reportagem.
Por mais irrelevante que o fato de a velha mídia perder para a nova possa parecer, trata-se de um fenômeno que certamente mudará (e já está mudando) a forma como as pessoas se comunicam.
Trata-se ainda de um movimento nunca antes visto pela humanidade: a capacidade de qualquer pessoa, em virtualmente qualquer lugar, poder gerar notícias, conteúdo e tudo o mais que possa interessar a uma terceira parte, independentemente do lugar de onde esta esteja recebendo a informação.
Não só as empresas de comunicação, mas também qualquer empresa ou organização -- grande, média ou pequena -- deverão se preparar para essa mudança e se dedicar a uma reflexão de como isso poderá impactar suas estratégias de negócios.
Cada vez mais, o boca-a-boca, o tweet-a-tweet terão peso em escala nas decisões de compra, na formação de opinião, na percepção de marcas por parte de consumidores em todo o mundo.
É certo que aqueles que puderem vislumbrar esse futuro e antecipar tendências e direções sairão na frente nessa nova corrida cibernética.
Ainda há muito mais por vir. Afinal, a velocidade da luz já está mesmo ficando para trás.
Preparemo-nos para a Nova Era. E que ela seja muito bem-vinda.
26 de mai. de 2009
"Ainda bem que o Lula não é intelectual", satiriza Delfim

Participei hoje do 5º Congresso da ANBID (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), realizado no World Trade Center, em São Paulo.
A palestra que mais me chamou a atenção (e também me preveniu do sono pós-almoço) foi a do economista Antônio Delfim Netto (foto acima).
Do alto dos seus 81 anos, completados no último 1 de maio, Delfim estava muito à vontade. Falou de economia como se falasse da coisa mais trivial do mundo e ainda demonstrou um bom humor (bem afiado, é verdade) que fez a plateia chacoalhar com risadas por diversas vezes.
Para não entrar no economês (apesar de Delfim ter sido extremamente claro e objetivo -- foi o único palestrante a utilizar gráficos simples, simbologia e puro "preto e branco" nos seus slides), transcrevo em seguida algumas das pérolas (outras nem tanto) ditas por ele:
Sobre as eleições presidenciais de 2010:
"Só um intelectual quereria um terceiro mandato. Ainda bem que o Lula não é intelectual."
Sobre o Ministério Público:
"O Ministério Público do Brasil é exibicionista."
Sobre o pré-sal:
"O pré-sal é um presente de Deus para o Brasil. Mas não é de graça: fica a 300 km da praia e a seis mil metros de profundidade."
Ainda sobre o petróleo:
"O petróleo deverá ser usado no futuro não para gasolina, mas sim para seus fins mais nobres, como o petroquímico."
Sobre a economia (o tema da palestra de Delfim foi "De que forma a crise global afeta o cenário econômico nacional"), o ex-Ministro demonstrou muito otimismo, é claro, sempre baseado em dados e fatos e projeções.
Delfim e sua equipe da Ideias Consultoria preveem uma retomada do crescimento do PIB brasileiro a partir do terceiro trimestre deste ano. A projeção é o PIB subir um ponto percentual por trimestre, consecutivamente, até as eleições de 2010, quando então, segundo ele, o crescimento deverá se estabilizar em torno de 5% ao ano durante a próxima década.
23 de abr. de 2009
IPO com chocolate e cereja

texto: Rodrigo Marques Barbosa
10 de abr. de 2009
Twitter: uma biografia não autorizada

Parte I – O primeiro encontro
Cruzei com uma Chevrolet Lumina na rua dias atrás. Eu voltava do mercado, final do dia, parado no semáforo. De repente aquele colosso atravessou elegantemente a avenida Giovanni Gronchi. Apesar de já deixar até as balzaquianas das vans para trás, a Lumina (foto) foi pioneira no início da década de 90 em se tratando de design inovador. Hoje, é uma senhorinha quase esquecida pela maioria dos mortais.

Na época em que foi lançada, me lembro de ouvir gente dizendo que aquele design não iria vingar, que era muito futurista, muito isso, muito aquilo. O fato é que a Lumina não só trouxe um novo paradigma para o mercado de vans no Brasil, como também serviu de inspiração para os modelos que a sucederam nos anos seguintes (compare com a foto do último lançamento da Citroen, a C4 Grand Picasso). Lembrem que foi bem naquela época que o ex-presidente Collor abria a porteira para as importações, o que fez com que a indústria nacional saísse do marasmo e tirasse o traseiro da cadeira.

No mesmo dia em que tive o encontro com essa senhora, a dona Lumina, fui apresentado a um recém-nascido, desses aí da chamada geração índigo, ultrarrápidos, conectados, futuristas (igualzinho minha senhora amiga de anos atrás). – Prazer, Rodrigo. Como vai? – Vou bem, ele me respondeu. Me chamo Twitter.
Parte II – Professora de inglês
Desci as compras do carro e segui em direção ao elevador. Uma bela morena, de cabelos presos, calça jeans, camiseta e tênis brancos, olhos pretos, abriu a porta para eu entrar, já que, com as mãos carregadas de sacolas, o máximo que consegui fazer, além de segurar o queixo(!), foi dizer boa tarde, obrigado.
Luana puxou conversa comigo para me informar que estava dando aulas particulares de inglês. Aproveitei a deixa para tirar uma dúvida que tinha a respeito da tradução do verbo “to twit”. Afinal, ela voltara da Inglaterra havia poucos dias, vernáculo na ponta da língua, cuca fresca no oásis dos 19 anos.
Eu estava curioso para entender a origem do nome daquele recém-nascido, criança precoce, já falava várias línguas, se comunicava na velocidade da luz. Como eu não sabia a tradução literal de twitter, logo, se descobrisse o que twit queria dizer, mataria a charada.
A professora não soube me responder de bate-pronto, mas se prontificou a pesquisar em seus dicionários e me retornar ainda naquela noite. Duas horas mais tarde, Luana tocou a campainha. Abri a porta, surpreso com aquela visão, e a convidei para entrar e se sentar.
– Não posso ficar muito tempo, tenho uma aula daqui a pouco. Mas consegui achar o significado do verbo twit. Quer dizer tirar sarro em alguém, ridicularizar, zombar, esclareceu Luana.
Agradeci pela ajuda, ela partiu, e eu fiquei ali em pé, pensando em como meu recém-amigo poderia se chamar zombador, aquele que tira sarro, ridicularizador, Twitter.
Parte III – Tio Google
Apesar de muito novinho, Twitter já tem profissão. Na verdade, já tem seu próprio negócio. Naturalmente, Twitter escolheu a internet para difundir seus serviços, e o sucesso não tardou a chegar. Tanto é que o Google pretende comprá-lo por 250 milhões de dólares. Uns dizem que o Twitter vale até 500. Não tenho a mínima condição técnica para fazer essa avaliação, mas posso dizer que se o Google tem olhos grandes para cima do Twitter, é porque o negócio deve ser bom mesmo. A propósito, o Google é o tio não consanguíneo do Twitter. De comum mesmo, só o silício do DNA.
Parte IV – Já sofro de bullying
Para quem não se lembra, bullying é um termo que vem sendo utilizado por educadores na América do Norte e na Europa (e cada vez mais no Brasil) para definir o desvio de comportamento de crianças e adolescentes nas escolas.
Pode-se melhor traduzir “bullying” como provocação, zombaria, ameaça, comportamento que assusta ou fere alguém menor ou mais fraco. Especificamente, na escola, intimidação física dos colegas mais fracos pelos mais fortes.
O meu amigo Twitter, apesar de seu tio Google querer ‘adotá-lo’, já sofre de bullying. Como tudo que faz sucesso nessa vida, o Twitter chegou e já causou muito desconforto. Há milhares de posts negativos sobre a criança nos quatro cantos do mundo.
A principal queixa dos incomodados é que o Twitter logo cansará o povo. Afinal, de que me adianta saber o que o fulano comeu no café da manhã, ou então que o sicrano passou a tarde apagando os arquivos deletados do seu computador (?), ou que o João está ouvindo Radio Head no iPod touch mega flex rubber simphony?
Parte V – Plástica e Twitter quântico
Tudo bem, pode parecer meio superficial falar assim, mas estou começando a desconfiar que o Twitter é neto da Sra. Lumina. Lembra-se dela? A dona Lumina? Na avenida Giovanni Gronchi?
Pois é. Assim como a van noventona da Chevrolet, o Twitter chegou para ficar. Não necessariamente como é agora (até porque hoje a Lumina está com o design ultrapassado), mas certamente para criar novos paradigmas e remodelar a cara da internet, que, diga-se de passagem, já está na hora de fazer um face lift.
A questão é que muito pouca gente (e eu não me incluo nesse grupo) consegue visualizar a amplitude e a potencialidade desse menino Twitter. A gente (agora sim me incluo ;)) simplesmente não sabe direito para quê usa-lo. Mas o cheiro que sinto é que num futuro breve a conectividade será de tamanha magnitude, que celulares (os quais ninguém tira do bolso ou da bolsa), notebooks, palms, desktops, MP3/4/5’s, rádios do carro, enfim, todas as mídias que frequentam nossas vidas passarão a se falar em tempo real.
Isso já acontece hoje de uma forma mais sutil. Quando edito a minha mensagem pessoal no MSN através do Nimbuzz instalado no meu celular, automaticamente aquele conteúdo é atualizado no meu Twitter, Skype, Orkut, blog, Yahoo, Facebook, Google Talk, MySpace e, é claro, MSN. Quando faço isso, tenho aquela sensação de ser uma partícula quântica, que é única mas pode ser vista em diversos locais no espaço.
Fico imaginando o poder do Twitter daqui a alguns meses, talvez um ano ou dois. Além disso, em estudos técnicos sobre o assunto, ficou provado que os usuários do Twitter têm redes mais interconectadas, o que justifica o buzz causado por esse bem-vindo rebento.
Parte final – Follow me?
Como não sei muito bem o que fazer com o Twitter, dei uma pesquisada na internet para saber um pouco mais sobre esse pequeno gênio. Encontrei um artigo interessante sobre o assunto no site http://pontomidia.com.br/raquel/, intitulado "Twitter: Muito barulho por nada?".
Para entender alguns dos motivos que fazem o Twitter ser capaz de gerar tanto buzz, me perguntei: por que isso acontece? Encontrei no site a seguinte resposta dada pela jornalista e professora Raquel Recuerono:
"Primeiro por conta da própria estrutura do Twitter. Como site de rede social, ele permite uma complexificação muito grande de suas redes internas, que parecem ser bastante interconectadas (...). Como é mais conectado, as informações circulam mais rápido e de forma mais abrangente. Segundo porque (...) o Twitter foi adotado como uma ferramenta informacional e é por causa disso que tem uma capacidade muito maior que a dos outros sites de propagar informações e ampliar o seu alcance. Para mim, é nessa característica de difusão de mensagens pela rede que está o diferencial do Twitter e que está a explicação enquanto gerador de buzz. Finalmente, o Twitter foi apropriado por um grupo de usuários de Internet que eu chamei heavy users. Isso significa que são pessoas envolvidas com mídia digital, pessoas que valorizam essas conexões e suas trocas e finalmente, pessoas que possuem outras ferramentas (como blogs, fotologs e etc.) que auxiliam a amplificar o poder de difusão de informações da ferramenta.”
Eu tenho um palpite. Assim como quem usava celular todos os dias, tinha micro em casa e fotografava com câmera digital 15 anos atrás era considerado “heavy user”, imagine o que o Twitter não vai causar quando nós, comuns, estivermos a todo vapor com nossos blogs, fotologs, mídias digitais e sabe lá o que ainda está por vir.
Pródigo ou prodígio, esse menino vai continuar dando muito o que falar. Agora me dêem licença que vou postar o link para este artigo no Twitter. Do you wanna follow me? @rodrrigo.

7 de abr. de 2009
Clash of Cultures in the Corporate Environment: The Case of Brawn GP F1 Team

Brawn GP F1 Team gains second life after Honda withdrawal
Team regains 42% of disputed points
by Rodrigo Marques Barbosa
The start of the Formula 1 2009 season inspires reflection on the conflict of cultures in the global corporate environment. I explain.
Two pilots leading the way in the early days of this year's championship were considered has-beens last year. After Honda announced its withdrawal in December, Brazilian pilot Rubens Barrichello was assumed to be retired, and his mate, Englishman Jenson Button, unemployed.
Despite both pilots having no major achievements in their F1 careers (apart from being among the best active pilots in the world), Rubens and Jenson have finished the 2008 season at 14th and 18th, respectively, and now are among the favorites for winning the title. How can this be explained?
Is it the car? This is perhaps the first answer that comes to mind, but what about the team’s backstage administration, something not always considered by the motoring press. That is Ground Zero of the culture conflict that makes or breaks an F1 team.
I experienced the world of F1 in 2005 and 2006, working at Honda’s office in Brazil. I was the bridge between the team and the car manufacturer. In early 2006, I took a group of journalists to Barcelona, Spain, in the world media event to present car and drivers for that season. There I was able to witness some of this conflict of cultures.
Even though Honda acquired 100% of the shares of former BAR Honda at the end of 2005, and from thence over the entire management of the team (something Honda hadn’t done since 1968), the English team's DNA was not altered by any means. The change came in the way things were run. The difference now was that the British had to report to the Japanese executives.
Watching the training and the race of the Malaysian GP last weekend, I heard a comment from Brazilian TV’s commentator Reginaldo Leme that supports my point. The journalist mentioned that team members (whose majority of members came from former Honda) had complaint that there were too many chiefs in the previous team, run by Honda. As goes the popular saying, a dog with two owners dies of thirst.
Today, the impression I take from watching the team when celebrating and smiling (at least until the conquest of the second consecutive race by Jenson Button) is that the team breathes more relieved. I even noticed a lighter air in Rubens, a brighter aura, if you will. Is it just an impression?
The fact is that there was indeed a clash of cultures in the decision making process along with the team. I will not make any value judgment on any culture, but what I witnessed is that, on one hand, there was a staff of Japanese engineers and administrators that pointed to one direction, and on the other hand, a same sized - but subordinated to the first - group of Englishmen who saw the picture in different colors.
Speculation or not, the results are there for everyone to see. After three seasons considered by critics and fans as mediocre, Honda did not support the weight of the investment (with no return) and gave up the team. Surprisingly, since the current design of the Brawn GP car was initially for a Honda engine, and not Mercedes, the result combined as wine and cheese. Although they still await the trial of the controversial issue of the rear diffuser, the combination of the Mercedes engine with the project captained by Ross Brawn, the team's current owner, is a success, having earned Felipe Massa’s comment that the “car is from another planet “.
I will leave to the reader to take any conclusion on why the Brawn GP team got it all right from the beginning. Anyway, the joy of the pilots and other members of the team is pretty much visible. In the pits, on the podium or in the paddock, they are only smiles.
For us, fans of the sport, a new F1 team is always welcome, especially when it comes to the arena ignoring favorites, and taking home two consecutive poles and two consecutive victories, besides the expressive mark of 25 points gained so far (or 42% of the total disputed until now). As a Brazilian, I am now cheering for Rubens to find his way and compete with Jenson for the position of first pilot of Brawn GP.
4 de abr. de 2009
Choque de culturas no mundo corporativo: o case da Brawn GP
foto: www.brawngp.comApós saída da Honda, DNA inglês da Brawn GP ganha nova vida em 2009
Equipe já abocanhou 42% dos pontos disputados até agora
por Rodrigo Marques Barbosa
O início da temporada de Fórmula 1 2009 dá asas a uma reflexão sobre as consequências do conflito de culturas no ambiente corporativo globalizado. Me explico.
Dois pilotos que despontam já no início deste campeonato eram tidos até o final de 2008 como cartas fora do baralho. Após a Honda anunciar sua retirada em dezembro, Rubens Barrichello era considerado aposentado, e o inglês Jenson Button, desempregado.
Pilotos sem grandes conquistas em suas carreiras na F1 (à parte, é claro, o fato de estarem entre os melhores pilotos do mundo em atividade), pergunto: o que explica o fato de Rubinho e Jenson terem terminado a temporada de 2008 em 14º e 18º, respectivamente, e agora iniciarem o campeonato entre os favoritos à conquista do título?
O carro? Esta seja talvez a primeira resposta que vem à mente do leitor, mas penso caber uma análise feita de outra perspectiva: a dos bastidores da administração da equipe, algo nem sempre explorado pela imprensa especializada no automobilismo.
Convivi com o universo da F1 em 2005 e 2006, quando trabalhei no escritório da Honda no Brasil e fazia a ponte entre a equipe de F1 e a montadora. No início de 2006, levei um grupo de jornalistas a Barcelona, na Espanha, para o evento de apresentação à imprensa mundial do novo carro e dos pilotos para aquela temporada. Lá vi de perto um pouco desse conflito de culturas que permeava a equipe.
Mesmo a Honda tendo adquirido 100% das ações da então B.A.R. Honda no final de 2005 e, a partir daí, assumido a gestão integral da equipe (coisa que não fazia desde 1968), o DNA inglês da equipe não foi alterado. A mudança veio mesmo no jeito de tocar o negócio, agora com os ingleses tendo de se reportar aos diretores japoneses.
Assistindo aos treinos e à corrida do GP da Malásia no último fim de semana, ouvi um comentário sutil de Reginaldo Leme que sustenta meu ponto. O jornalista mencionou a reclamação que corre na atual equipe Brawn GP (da qual a maioria dos membros é oriunda da Honda de 2008, projetistas incluídos) sobre o excesso de chefes que havia no ano passado. Já diz o ditado popular que cão de dois donos morre de sede.
Hoje, a impressão que tenho ao ver a equipe Brawn GP comemorando e sorrindo (pelo menos até a conquista da segunda corrida consecutiva por Jenson Button) é a de que o time respira aliviado. Notei até um ar mais leve em Rubinho, uma aura mais brilhante. Será que é só impressão?
O fato é que havia mesmo um choque de culturas nas tomadas de decisões da equipe. Não quero aqui fazer juízo de valor de nenhuma cultura, mas o que pude testemunhar é que, de um lado, havia um staff japonês de engenheiros e administradores que apontava para uma direção e, de outro, de mesmo porte – só que subordinados aos primeiros – um grupo de ingleses que via o quadro em diferentes cores.
Especulação ou não, os resultados estão aí para todo mundo ver. Após três temporadas consideradas por críticos e fãs como pífias, a Honda não suportou o peso do investimento (sem retorno) e abriu mão da escuderia. Surpreendentemente, uma vez que o projeto do atual carro da Brawn GP foi feito para um motor Honda, e não Mercedes, o resultado foi como arroz e feijão. Apesar de ainda haver a pendência do julgamento da questão do polêmico difusor traseiro, a combinação do motor Mercedes com o projeto capitaneado por Ross Brawn, atual dono da equipe, é um sucesso, tendo merecido até o comentário de Massa de “carro de outro planeta”.
Prefiro deixar para o leitor a conclusão sobre o porquê de a equipe ter acertado a mão neste início de campeonato, mas é notória a alegria de pilotos e demais membros da equipe Brown GP. Nos boxes, no pódio ou no paddock, eles são só sorrisos.
Para nós, fãs do esporte, é sempre bem-vinda uma nova equipe à F1, sobretudo quando esta chega desbancando favoritos e arrebatando consecutivamente duas poles e duas corridas (a primeira na Austrália com direito à dobradinha) e a expressiva marca de 25 pontos (ou 42% do total disputado até agora). No mais, é torcer para que Rubens acerte a mão e dispute com Jenson o posto de primeiro piloto da Brawn GP.
30 de mar. de 2009
E-mail na empresa: uma coisa, uma coisa; outra coisa, outra coisa

Quem nunca se pegou questionando algumas arbitragens corporativas? Uma delas é o torcer de nariz das empresas (pra não dizer coisa pior, como ‘proibido’) para o uso do e-mail corporativo para fins pessoais.
Há diversas discussões na esfera da ética profissional que pendem, de um lado, para a invasão da privacidade dos funcionários e, de outro, para o mau uso do patrimônio das empresas pelos seus contratados.
Um argumento ligeiramente rebelde, quase que sindicalista, defende que os funcionários teriam o direito constitucional à privacidade, sendo inadmissível às empresas a fiscalização do uso e do conteúdo das mensagens eletrônicas enviadas e recebidas por seus empregados.
As firmas contra-argumentam que o equipamento, o software, a linha de conexão com a internet e, sobretudo, o tempo de expediente dos seus funcionários são, guardadas as devidas proporções, de sua propriedade. Logo, defendem que tudo isso aí deve ser utilizado em prol da realização dos trabalhos. Apenas.
Há empresas que chegam a proibir (literalmente, pois bloqueiam sites e programas) o acesso a msn, orkut, blogs e afins. Outras, mais rígidas, barram por completo a internet. Apenas a intranet (a internet interna, se quiser) é logicamente liberada.
Em pleno século XXI, o leitor há de concordar ser um tanto exagerado o bloqueio à rede mundial de computadores. Afinal, a velocidade da troca de informações, seja entre empresas do mesmo grupo – localizadas em outras cidades, países e até continentes –, fornecedores, clientes e governos, só traz benefícios ao dia-a-dia de todos.
No entanto, falamos aqui de pessoas. E, naturalmente, a sujeição das empresas a abusos por parte dos funcionários é inevitável. Afinal, quando se está no escritório, quem deixa de olhar o orkut, o msn, o site de classificados de empregos, o google (atrás daquela receita de torta de legumes), a sessão do cinema?
Com o perdão do clichê, como tudo na vida, o equilíbrio é sempre a melhor solução. Se, de um lado, as empresas adotarem uma postura mais educativa, ao invés de proibitiva, é bem possível que as pessoas passem a respeitar mais seu próprio horário de expediente, sendo, por consequência, mais produtivas e mais valorizadas. Pois, como é fato, ser tratado com respeito e confiança só gera motivação.
Vale também um comentário pessoal sobre usar o e-mail da empresa para as ‘minhas coisas’. O motivo que me levou a escrever este artigo foi justamente a impossibilidade de resgatar algumas pessoas, lembranças, projetos que ficaram no servidor de alguma empresa em que trabalhei no passado. Ou será que alguém faz backup dos seus e-mails da empresa? Se fosse assim, seria muito mais fácil já utilizar de uma vez por todas o e-mail pessoal. Ainda mais agora que os serviços gratuitos como google, hotmail, ig, yahoo e tantos outros chegam a oferecer 5, 10 e às vezes até mais gigabytes de armazenamento.
Assim, meu caro leitor, a fim de não causar mal-estar com o RH da sua empresa e também não deixar que suas mensagens pessoais evaporem do servidor da firma logo após sua saída, convenhamos: uma coisa, uma coisa; outra coisa, outra coisa (como diz minha amiga Bia Magnani). Não custa nada separar as estações. Use seu e-mail pessoal também na empresa e seja feliz. A não ser, é claro, que a área de TI tenha bloqueado seu acesso à internet. Aí, nesse caso, o melhor é fazer como bem recomendou Manuel Bandeira: vá dançar um tango argentino.
Afinal, em época de vacas magras, não dá pra sair chutando o pau da barraca e trocar ou pelo menos tentar trocar de emprego como se troca de roupa.
A propósito, de onde você está lendo este artigo? Seria do micro do escritório? Sei, sei.
28 de mar. de 2009
Quer ganhar 11 mil reais por indicar pessoas para vagas de emprego?

26 de mar. de 2009
Comunidade de Rio Preto no Linkedin
Criei uma comunidade no site LinkedIn, maior portal de relacionamento profissional da rede mundial. É uma espécie de orkut corporativo.





