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26 de jun. de 2009

Livrai-me de todos os males, inclusive da Livraria Saraiva



Napoleão Bonaparte (foto abaixo) disse uma frase que é uma das minhas favoritas: "Quando as pessoas param de reclamar, param de pensar".

Não deve ser à toa que o mestre da estratégia francês (sem considerar Waterloo, é claro) vivia com dor no estômago, fato, aliás, que justificam os historiadores ser a razão pela qual Napoleão sempre aparece com a mão sob o casaco em imagens e pinturas.

Como não paro de pensar, também não paro de reclamar. E hoje quero dividir aqui com vocês minha indignação com o péssimo atendimento da Livraria Saraiva online.

Literalmente, estou levando uma saraivada da Saraiva (com o perdão do trocadilho).

Fizemos a compra de um notebook no último dia 9 de junho, com promessa de entrega em três dias úteis.

Já se passaram até hoje (26 de junho) 12 dias úteis, ou seja, o quádruplo do tempo prometido por eles. Já reclamei, esperneei, liguei, escrevi. Só falta agora cancelar a compra.

Após tanta insatisfação, contatos na central de atendimento e e-mails enviados, vejam a resposta da área responsável por atender as reclamações de clientes:


"São Paulo, 26 de junho de 2009

Pedido #12999833

Prezado senhor Rodrigo ,

Informamos que sua crítica foi encaminhada para conhecimentos dos departamentos responsáveis. Agradecemos pela preocupação em participar do processo de aperfeiçoamento de nossos serviços. Colocamo-nos à sua disposição para mais comentários.
Atenciosamente,
Renan Aragão"


Ridículo, não?

Mais ridículo ainda é entrar no site da Saraiva (veja imagem abaixo) e descobrir que essa história de visão, missão, valores e blablablá não passa mesmo de uma bela (e cansativa) lorota contada por executivos que não conseguem transformar teoria em prática.



Nunca mais compro na Saraiva, seja online, seja na loja do shopping. E também nunca mais indico aquele lugar.

Saraiva nunca mais.

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Leia outras da série "nunca mais":

Telefónica nunca mais
Oi: portabilidade com a porta na cabeça

22 de jun. de 2009

Telefónica nunca mais


Uma inusitada mas bem-vinda decisão da Anatel lavou minha alma hoje: a Telefónica está impedida (mesmo que temporariamente) de vender novas assinaturas do seu serviço de internet Speedy.

Já não sou cliente da Telefónica há anos. Antes mesmo de existirem serviços de banda larga de internet, já havia cancelado uma linha de telefone nos idos de 2000 e me comprometido a nunca mais ser cliente deles.

A falta de respeito na central de atendimento, o descaso com minhas reclamações, os valores cobrados a mais, a arrogância dos executivos em entrevistas na imprensa, enfim, sofri na mão deles e, como não sou masoquista, caí fora sem titubear.

Uma vez, num processo seletivo para um novo emprego em São Paulo, quase fui desclassificado porque a empresa contratante identificou um apontamento no meu nome na Serasa. Fui investigar o que era (afinal, não tinha a mínima ideia do que poderia ser). Descobri que a Telefónica havia negativado meu nome em razão de alguns reais que ficaram em aberto após a data do meu cancelamento da linha em 2000.

Detalhe: eles nunca me informaram que havia tal saldo em aberto, não me comunicaram o envio dos meus dados para a Serasa e, pasmem, quando lhes contatei para acertar a ‘dívida’ de poucos reais e solicitar que meu nome fosse excluído do cadastro de maus pagadores imediatamente, eles fizeram corpo mole, não se prontificaram a resolver o meu problema e ainda se defenderam dizendo que o interesse era meu, logo, eles apenas seguiriam os procedimentos internos para verificar o ocorrido.

Felizmente, consegui o emprego: a empresa compreendeu a situação e me deu o tempo necessário para achar uma solução.

Sei que minha revolta contra eles, Telefónica, não lhes faz nenhuma cócega. Mas me sinto aliviado ao ver o vexame pelo que estão passando hoje. Afinal, tem coisa pior do que alguém lhe impedir de vender seus produtos e serviços?

Já pensou o dono da barraca de ovos da feira aqui do bairro ser interpelado pela Vigilância Sanitária e proibido de vender suas cartelas por conta de suspeita de contaminação dos ovos? O que ele, feirante, teria a dizer a seus filhos e a seu travesseiro quando chegasse em casa à noite?

Pois é isso que falta à Telefónica: vergonha na cara, consciência e dignidade.

Telefónica nunca mais.

A propósito 1: Desde 2000 sou cliente Embratel e Net. Estou feliz e recomendo.

A propósito 2: Enquanto escrevo este post, vejo o SP TV e me deparo com a seguinte notícia: “Mesmo impedida, Telefónica continua vendendo Speedy”. Bem a cara da empresa mesmo.


Montagem: 'Passa boi, passa boiada'

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Oi: portabilidade com a porta na cabeça
Livrai-me de todos os males, inclusive da Livraria Saraiva

28 de abr. de 2009

Oi: portabilidade com porta na cabeça


Para quem pretende migrar seu atual número de celular para a Oi, aí vai um aviso.

Ligações e mensagens de texto 'de' e 'para' o Exterior?

Necas de pitibiriba!

Fiz a mudança, me arrependi.

Ainda bem que a portabilidade é uma estrada de duas vias: basta agora voltar para a minha operadora original.

Esse é o melhor troco que um consumidor civilizado pode dar quando é mal atendido. Outros, por exemplo, reclamam em blogs pela internet. ;)

Oi nunca mais.

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Leia mais sobre a série "nunca mais":

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