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7 de abr. de 2009

Clash of Cultures in the Corporate Environment: The Case of Brawn GP F1 Team


(clique aqui para português)

Brawn GP F1 Team gains second life after Honda withdrawal 

Team regains 42% of disputed points

by Rodrigo Marques Barbosa 

The start of the Formula 1 2009 season inspires reflection on the conflict of cultures in the global corporate environment. I explain.

Two pilots leading the way in the early days of this year's championship were considered has-beens last year. After Honda announced its withdrawal in December, Brazilian pilot Rubens Barrichello was assumed to be retired, and his mate, Englishman Jenson Button, unemployed.

Despite both pilots having no major achievements in their F1 careers (apart from being among the best active pilots in the world), Rubens and Jenson have finished the 2008 season at 14th and 18th, respectively, and now are among the favorites for winning the title. How can this be explained?

Is it the car? This is perhaps the first answer that comes to mind, but what about the team’s backstage administration, something not always considered by the motoring press. That is Ground Zero of the culture conflict that makes or breaks an F1 team. 

I experienced the world of F1 in 2005 and 2006, working at Honda’s office in Brazil. I was the bridge between the team and the car manufacturer. In early 2006, I took a group of journalists to Barcelona, Spain, in the world media event to present car and drivers for that season. 
 
There I was able to witness some of this conflict of cultures. 

Even though Honda acquired 100% of the shares of former BAR Honda at the end of 2005, and from thence over the entire management of the team (something Honda hadn
t done since 1968), the English team's DNA was not altered by any means. The change came in the way things were run. The difference now was that the British had to report to the Japanese executives. 

Watching the training and the race of the Malaysian GP last weekend, I heard a comment from Brazilian TV
s commentator Reginaldo Leme that supports my point. The journalist mentioned that team members (whose majority of members came from former Honda) had complaint that there were too many chiefs in the previous team, run by Honda. As goes the popular saying, a dog with two owners dies of thirst. 

Today, the impression I take from watching the team when celebrating and smiling (at least until the conquest of the second consecutive race by Jenson Button) is that the team breathes more relieved. I even noticed a lighter air in Rubens, a brighter aura, if you will. Is it just an impression?

The fact is that there was indeed  a clash of cultures in the decision making process along with the team. I will not make any value judgment on any culture, but what I witnessed is that, on one hand, there was a staff of Japanese engineers and administrators that pointed to one direction, and on the other hand, a same sized - but subordinated to the first - group of Englishmen who saw the picture in different colors. 

Speculation or not, the results are there for everyone to see. After three seasons considered by critics and fans as mediocre, Honda did not support the weight of the investment (with no return) and gave up the team. Surprisingly, since the current design of the Brawn GP car was initially for a Honda engine, and not Mercedes, the result combined as wine and cheese. Although they still await the trial of the controversial issue of the rear diffuser, the combination of the Mercedes engine with the project captained by Ross Brawn, the team's current owner, is a success, having earned Felipe Massa
s comment that the car is from another planet . 

I will leave to the reader to take any conclusion on why the Brawn GP team got it all right from the beginning. Anyway, the joy of the pilots and other members of the team is pretty much visible. In the pits, on the podium or in the paddock, they are only smiles. 

For us, fans of the sport, a new F1 team is always welcome, especially when it comes to the arena ignoring favorites, and taking home two consecutive poles and two consecutive victories, besides the expressive mark of 25 points gained so far (or 42% of the total disputed until now). As a Brazilian, I am now cheering for Rubens to find his way and compete with Jenson for the position of first pilot of Brawn GP.

4 de abr. de 2009

Choque de culturas no mundo corporativo: o case da Brawn GP

foto: www.brawngp.com

(click here for English)

Após saída da Honda, DNA inglês da Brawn GP ganha nova vida em 2009

Equipe já abocanhou 42% dos pontos disputados até agora

por Rodrigo Marques Barbosa

O início da temporada de Fórmula 1 2009 dá asas a uma reflexão sobre as consequências do conflito de culturas no ambiente corporativo globalizado. Me explico.

Dois pilotos que despontam já no início deste campeonato eram tidos até o final de 2008 como cartas fora do baralho. Após a Honda anunciar sua retirada em dezembro, Rubens Barrichello era considerado aposentado, e o inglês Jenson Button, desempregado.

Pilotos sem grandes conquistas em suas carreiras na F1 (à parte, é claro, o fato de estarem entre os melhores pilotos do mundo em atividade), pergunto: o que explica o fato de Rubinho e Jenson terem terminado a temporada de 2008 em 14º e 18º, respectivamente, e agora iniciarem o campeonato entre os favoritos à conquista do título?

O carro? Esta seja talvez a primeira resposta que vem à mente do leitor, mas penso caber uma análise feita de outra perspectiva: a dos bastidores da administração da equipe, algo nem sempre explorado pela imprensa especializada no automobilismo.

Convivi com o universo da F1 em 2005 e 2006, quando trabalhei no escritório da Honda no Brasil e fazia a ponte entre a equipe de F1 e a montadora. No início de 2006, levei um grupo de jornalistas a Barcelona, na Espanha, para o evento de apresentação à imprensa mundial do novo carro e dos pilotos para aquela temporada. Lá vi de perto um pouco desse conflito de culturas que permeava a equipe.

Mesmo a Honda tendo adquirido 100% das ações da então B.A.R. Honda no final de 2005 e, a partir daí, assumido a gestão integral da equipe (coisa que não fazia desde 1968), o DNA inglês da equipe não foi alterado. A mudança veio mesmo no jeito de tocar o negócio, agora com os ingleses tendo de se reportar aos diretores japoneses.

Assistindo aos treinos e à corrida do GP da Malásia no último fim de semana, ouvi um comentário sutil de Reginaldo Leme que sustenta meu ponto. O jornalista mencionou a reclamação que corre na atual equipe Brawn GP (da qual a maioria dos membros é oriunda da Honda de 2008, projetistas incluídos) sobre o excesso de chefes que havia no ano passado. Já diz o ditado popular que cão de dois donos morre de sede.

Hoje, a impressão que tenho ao ver a equipe Brawn GP comemorando e sorrindo (pelo menos até a conquista da segunda corrida consecutiva por Jenson Button) é a de que o time respira aliviado. Notei até um ar mais leve em Rubinho, uma aura mais brilhante. Será que é só impressão?

O fato é que havia mesmo um choque de culturas nas tomadas de decisões da equipe. Não quero aqui fazer juízo de valor de nenhuma cultura, mas o que pude testemunhar é que, de um lado, havia um staff japonês de engenheiros e administradores que apontava para uma direção e, de outro, de mesmo porte – só que subordinados aos primeiros – um grupo de ingleses que via o quadro em diferentes cores.

Especulação ou não, os resultados estão aí para todo mundo ver. Após três temporadas consideradas por críticos e fãs como pífias, a Honda não suportou o peso do investimento (sem retorno) e abriu mão da escuderia. Surpreendentemente, uma vez que o projeto do atual carro da Brawn GP foi feito para um motor Honda, e não Mercedes, o resultado foi como arroz e feijão. Apesar de ainda haver a pendência do julgamento da questão do polêmico difusor traseiro, a combinação do motor Mercedes com o projeto capitaneado por Ross Brawn, atual dono da equipe, é um sucesso, tendo merecido até o comentário de Massa de “carro de outro planeta”.

Prefiro deixar para o leitor a conclusão sobre o porquê de a equipe ter acertado a mão neste início de campeonato, mas é notória a alegria de pilotos e demais membros da equipe Brown GP. Nos boxes, no pódio ou no paddock, eles são só sorrisos.

Para nós, fãs do esporte, é sempre bem-vinda uma nova equipe à F1, sobretudo quando esta chega desbancando favoritos e arrebatando consecutivamente duas poles e duas corridas (a primeira na Austrália com direito à dobradinha) e a expressiva marca de 25 pontos (ou 42% do total disputado até agora). No mais, é torcer para que Rubens acerte a mão e dispute com Jenson o posto de primeiro piloto da Brawn GP.

31 de mar. de 2009

"Fórmula 1, segundo Rubinho"


Sensacional a tirada do José Simão (leia a coluna completa clicando aqui).

Críticas à parte, há de se concordar com uma coisa: o que tem mandado na Fórmula 1 é mesmo o carro, e não o piloto.

Fosse o contrário, Rubens Barrichello não teria tido a (quase) bela performance na Austrália no último domingo.

Ficou provado que o nível de talento dos pilotos da elite do automobilismo mundial é muito similar. Naturalmente, há as exceções, tanto para o lado da perfeição quanto para o da mediocridade.

O fato é que Rubinho está na metade superior dessa divisão. O piloto brasileiro, quase compulsoriamente aposentado quando da retirada da Honda no final do ano passado, se mostrou capaz e demonstrou que, com um carro competitivo, pode fazer a diferença.

Nos resta agora torcer. Afinal, a sede de conquista de um título mundial na F1 continua grande.

27 de mar. de 2009

Da época em que eu trabalhava na Honda

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