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13 de ago. de 2009

No Heavens: aprendendo vendas com histórias divertidas

Meu querido amigo Brandi lança, no próximo dia 21 de setembro, aqui em São Paulo (veja convite abaixo), seu livro "No Heavens - aprendendo vendas com histórias divertidas".

Trata-se de uma reunião de pequenas crônicas escritas por ele ao longo de sua carreira, em que Brandi mostra perspectivas diferentes daquelas a que estamos condicionados a enxergar no mundo delicado das vendas.

Transcrevo em seguida o prefácio do livro, escrito por Giacomo Mastroianni, publicitário, jornalista e escritor, e já convido todos os leitores de Passa Boi, Passa Boiada a prestigiar esse lançamento literário.



"Imagine o sábio Isaac Newton visualizando suas teorias da mecânica gravitacional, com todas as complicadas fórmulas e equações implícitas, no exato momento em que a maçã lhe caísse sobre a cabeça. É mais ou menos o que acontece com o profissional de marketing e administração ao protagonizar cada episódio do dia-a-dia, no envolvimento com outras pessoas em negócios. Episódios que para leigos parecem destituídos de fundamentos, para estes homens e mulheres de marketing, entre os quais me incluo, soam como verdadeiros cases, cheios de ensinamentos profundos.

O autor desse despretensioso e compacto livro é, no fundo, um contador de histórias. Algumas até líricas, outras de puro pragmatismo negocial e quase todas revestidas de certo humor e picardia, como para provar: nos contatos pessoais e nos contratos informais de negócios, rolam muita esperteza e matreirices, que beiram sempre certo cinismo. Ali, onde uma pessoa comum enxerga lances banais de relacionamento, na vida ou no trabalho, o autor consegue avistar ações e reações regidas por leis de evolução profissional. Em determinados momentos, identifica com toda clareza erros mercadológicos, surgidos da transgressão comportamental de um vendedor. Da pouca atenção de um empresário à cartilha básica dos bons serviços, onde o cliente é rei e senhor de todos os nossos movimentos.

Noutro instante, o autor nos faz perceber que nada substitui o talento instintivo do vendedor. É quando, tal qual um alquimista, sugere o caminho oculto dos labirintos da venda perdida e vai sacar de seu arsenal invisível, a arma decisiva do argumento convincente, sempre alicerçado na visão positiva de um bom resultado final.

Carlos Brandi, no âmbito das empresas do ramo financeiro a que tem servido nesses últimos 20 anos, parece ter ministrado treinamentos sempre lembrando de suas experiências da vida particular, vivenciadas ou como comprador ou como vendedor. Ora como vítima injustiçada de algum gesto violento na infância, ora como triunfal vencedor de pelejas juvenis, ele saiu catando por aí tudo que encontrava para fundamentar a técnica dessa paciência, dessa persistência, da construção daquele resultado sempre quantificável, que transforma um vendedor num vencedor.

Por outro lado, lá fora, nos tabuleiros de banana das quitandas, nos balcões de lojas de moda dos shoppings, nos pátios de estacionamento, nas salas refrigeradas das financeiras ou no corpo a corpo com a clientela das revendas de automóveis, ele vai destilando teorias de Kotler, numa simbiose bastante proveitosa para ambos os universos.

Aliar a teoria à prática é o conceito mais importante para a evolução do marketing em nosso país.

Esperamos que os leitores de Brandi curtam suas histórias com a seriedade que o marketing merece e o fair- play que o seu estilo literário sugere, o que torna palatável e digerível os grandes ensinamentos contidos nessas crônicas simples."


Giacomo Mastroianni

Fortaleza, 25 de setembro de 2008

1 de jul. de 2009

Uma beleza sozinha não faz verão

Escrevi há pouco um e-mail em resposta a minha amiga Izabelle, que mora em Portugal. Ela, brasileira, já lá se instalou há anos, mas o nosso reencontro, mesmo que cibernético, fez-me voltar no tempo. Lembranças da adolescência. Gostosas recordações.

Algo que me chamou a atenção foram o jeito e os trejeitos dela ao escrever. Um português lusitano -- com o perdão do pleonasmo -- com aquele mesmo charme que os americanos apreciam nos ingleses, e estes, nos franceses.

E ao me deparar com essa diferença, sutil diferença, pude notar, pela enésima vez (mas a primeira que me leva à pena, ou melhor, ao teclado), o quão bela e rica e elegante é a nossa língua portuguesa.

As possibilidades de mover artigos, verbos e pronomes de lugar, sem alterar o sentido da frase, mas lhe conferindo mais poesia ou intenção ou tom (como que se não pudesse um tom ser poético, ou uma poesia, bem ou mal intencionada).

Sempre gostei de estudar outras línguas. E idiomas também. Mas tratemos dos idiomas por ora. Desde pequeno fuçava em dicionários, enciclopédias, sempre encantado com o novo, com o diferente, com o distante, mesmo que este estivesse sob minhas narinas.

Já me disseram que essa vocação, se é que se pode chamar de vocação, é influência da minha Lua na nona casa astral e de Júpiter na terceira. Deve ser mesmo. Afinal, a Lua rege meu signo solar, e o planetão, Júpiter, governa o meu setor de curiosidade, conhecimento, contatos sociais.

Mas o fato concreto, que penso não causar controvérsias astrológicas, é que tenho cada vez mais claro dentro de mim que a beleza do que somos, e do que temos também (como, por exemplo, a nossa língua portuguesa), só pode ser apreciada quando temos como referência o outro, ou a outra, se preferir.

Mesmo assim, ressalvo: como é impressionante nossa capacidade de ignorar as coisas preciosas que nos servem a vida toda, como a família, a noção de Pátria, os amigos verdadeiros, o trabalho, a língua! Parafraseando os anglófonos, "we take it for granted" (se alguém souber de uma tradução boa para essa expressão, por favor, compartilhe).

Enfim, arremato esse texto, que pode parecer solto, mas cuja intenção é propor uma reflexão sobre como a diversidade pode ser a via mais legítima para se enxergar a nossa própria beleza humana, com a seguinte ideia: se a minha beleza depende da do outro para existir, logo é a partir do respeito ao que é diferente de mim que serei respeitado!

Tão simples, tão elementar. Basta querermos olhar ao redor e enxergar. E aprender que dar risada de nós mesmos pode ser um sábio aprendizado.

Afinal, assim como andorinha, uma beleza sozinha também não faz verão.

15 de mai. de 2009

"Morreu na miséria, mas morreu em Copacabana"

Fausto Wolff em foto de Cristina Carriconde

A frase que intitula este post é do meu querido amigo Rivaldo Brito. E ela se refere ao bravo brasileiro
Fausto Wolff, jornalista e escritor, morto no final do inverno de 2008 (5/set). Não chegou a fazer a primavera.

Pretendo aqui não falar da vida e obra de Wolff (outros muito mais competentes já o fizeram). Mas o que me impulsionou a escrever esta nota foi a força do testemunho que Rivaldo compartilhou comigo ontem numa mesa de bar aqui em São Paulo.

Wolff nasceu e morreu pobre. Mas conheceu o mundo, desde suas relíquias até suas mazelas. Viajou, comeu, bebeu, trepou. Não empurrou a vida com a barriga. Respeitou sempre sua autonomia de vida, com a vida, para a vida.


Praia de Copacabana, RJ

Rivaldo me contou que esteve na plateia de uma palestra proferida por Wolff em junho de 2003, em que o polêmico jornalista mostrou um pouco dessa que chamei de 'sua autonomia'. Talvez não da forma mais ortodoxa nem tãopouco diplomática, mas da sua forma.

Após reclamar do trânsito caótico de São Paulo (chegou a abrir o discurso com a frase "essa cidade de vocês é uma merda!") e sugerir que no lugar do copo d'água poderia estar uma dose de uísque, Wolff foi logo metralhando (quem atira é pra se defender?) que, mesmo sem ter um puto no bolso, poderia, se quisesse, ao discar de um número de celular de amigos, ir para a Dinamarca no dia seguinte.


Caricatura de Wolff by Caruso: relançamento do Pasquim

Sem querer aqui fazer juízo de valor ou taxá-lo de arrogante, há de se apreciar em Fausto (e ele fazia jus ao nome: fausto = grande e wolff = o lobo, apesar de esse ser o pseudônimo de Faustin von Wolffenbüttel) sua autenticidade, espontaneidade e audácia. Talvez ingredientes que invejamos nele e, por isso, alguma certa ou eventual repulsa quando em contato com suas manifestações.

Mas o arremate da vida de Fausto, segundo ele mesmo já deixou transparecer em várias ocasiões, foi morrer em Copacabana. Afinal, como só temos um palpite sobre o outro lado, é sempre válido aproveitar o aqui e o agora da forma que cada um escolher. E, sobretudo, deixar de invejar as escolhas do outro, ainda mais quando não temos os culhões nem para escolher para nós mesmos.


A linda e calma Dinamarca



Acima e abaixo: folheto da palestra de Wolf de que participou meu amigo Rivaldo




8 de mai. de 2009

It's Friday!

Cheguei há pouco em casa, abri a janela do quarto, e eis o que me dá as boas-vindas: a mágica e sedutora Lua!

Minha amiga Malu (que tem lua até no nome) já prontamente me contou que a de hoje é a lua mais importante do ano.

Trata-se da lua 'wesak' e é uma boa oportunidade para meditar e também renovar nossos pedidos à luminária mais próxima da Terra.

O pico da influência do fenômeno vai se dar entre 4h e 8h desta madrugada.

De toda forma, independentemente da crença de cada um, vale a pena sair para uma caminhada ao luar e apreciar a beleza que nos cumprimenta todas as vezes que nos deixamos fundir com a natureza.

Um ótimo fim de semana a todos.

6 de mai. de 2009

A exceção da regra que toda regra tem exceção




Quando eu era moleque, na década de 80, um senhorzinho muito simpático (me escapa da memória agora o seu nome), que trabalhava na portaria do prédio lá de casa, me propôs um exercício de lógica, que repasso a vocês aqui no blog:

1) Consideremos que toda regra tem uma exceção.

2) Essa é, em si mesma, uma regra.

3) Sendo uma regra, ela própria tem sua exceção (postulado 1).

4) Ou seja, existe uma regra que, por ser a exceção da regra (2), não tem exceção.

Capisce? ;)

Você tem algum palpite sobre qual é a regra que não tem exceção?

Curioso para saber o meu palpite? Leia aqui e descubra!

Comentários sempre bem-vindos!


26 de mar. de 2009

Presente que não tem preço



Revirando o baú dias atrás, encontrei uma preciosidade. Trata-se de um presente que minha amiga Marcela Granado me deu no Natal de 2004. Simplesmente não tem preço! Se você já é meu amigo no orkut, clique aqui. Se não é, me adicione clicando aqui.