23 de abr. de 2010
Rei Sol: maravilhas do Universo (vídeo da NASA)
6 de jun. de 2009
Home: "É tarde demais para sermos pessimistas"
2 de jun. de 2009
Drummond para o meu epitáfio
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Encarar o tema da morte, por mais mórbido ou desagradável que seja, nos é inevitável.
O trágico acidente de hoje com o avião da Air France mexe com o fundo da nossa consciência e nos faz refletir sobre quão sensíveis, pequenos, frágeis somos e, ao mesmo tempo, tão queridos, únicos e especiais.
Apesar de, no mundo, morrerem anualmente mais pessoas vítimas de picadas de abelhas do que de acidentes aéreos, só nos deparamos com a morte, a única certeza que temos sobre a existência, quando ela nos choca como nos chocou o noticiário nesta manhã.
Por isso, quero aqui, além de deixar minha homenagem às 228 vítimas do voo 447 da Air France, registrar o que desejo que seja lapidado no meu epitáfio: um poema de Drummond.
6 de mai. de 2009
A exceção da regra que toda regra tem exceção

Quando eu era moleque, na década de 80, um senhorzinho muito simpático (me escapa da memória agora o seu nome), que trabalhava na portaria do prédio lá de casa, me propôs um exercício de lógica, que repasso a vocês aqui no blog:
19 de abr. de 2009
Hoje é dia de chocolate? E por que não de açaí?

Pois é, só agora me lembrei que hoje se comemora o Dia do Índio.
Curioso. Muitas vezes não entendo o outro nem tampouco a mim mesmo. Vejamos o feriado da semana passada: apesar de poucos se lembrarem de que a Páscoa representa a ressurreição do Cristo, a venda de chocolates cresce ano após ano. O que dizer?
O que acontece com nossa memória coletiva? Virou pó? Compensamos com chocolate? E hoje? Por que não com açaí?
Sem mais milongas, presto minha homenagem aos genuínos proprietários das Américas e reproduzo um discurso atribuído ao embaixador mexicano Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, proferido em maio de 2002, durante a conferência dos chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, realizada em Madri.
Lenda ou não (e é essa uma das funções essenciais das lendas), eis o discurso:
"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a 'descobriram' só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país- , com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.
Consta no 'Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais' que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.
Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.
Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização europeia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.
Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.
Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.
Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano 'MARSHALL MONTEZUMA', para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia e de outras conquistas da civilização.
Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?
Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.
Esse quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.
Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue? Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.
Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."
Feliz dia do Índio!
Apenasmente por isso

Inspirei-me na epígrafe de "Sagarana", obra de João Guimarães Rosa, panteão do neologismo, para batizar este blog:
"Lá em cima daquela serra, passa boi, passa boiada, passa gente ruim e boa, passa minha namorada."
No uso popular, a expressão 'passa boi, passa boiada' enseja um certo caráter relaxado e negligente, característica atribuída sobretudo a políticos, alguns empresários, oportunistas, gatunos, enfim toda a turma do 'opa lelê'.
Guimarães Rosa, não. O mestre utilizou a expressão para introduzir o leitor aos elementos centrais do livro: Minas Gerais, sertão, bois, vaqueiros e jagunços, o bem e o mal.
Esse é o tom que pretendo dar ao blog: tanto tratar do descaso de uns, quanto do poético, do sertanejo (sou rio-pretense, lembra?) de outros. Fazer arder a dicotomia e, na sua agudez intrínseca, fazê-la revelar-se. Ou romper-se de vez.
Não mais que isso. Nem menos. Ou, como diria Rosa, apenasmente.
Leia mais sobre 'Sagarana' aqui.
16 de abr. de 2009
O Poder do Vernáculo 2: "Entusiasmo"


en.tu.si.as.mo
sm (gr enthousiasmós) 1 Excitação da alma quando admira excessivamente. 2 Arrebatamento. 3 Paixão viva; dedicação. 4Alegria ruidosa. 5 Exaltação criadora que torna sublimes os poetas, os artistas e os oradores. 6 Inspiração.
27 de mar. de 2009
26 de mar. de 2009
Conversa no MSN
Quem sou eu

Transformador, não conciliador. Questionador, não conformado. Inquieto, mas sereno. Na minha. Respeito e defendo o direito do ponto de vista do outro, mas não me peça para concordar. Ou então, me convença. Aberto. Basta me mostrar o caminho. Mas se não tem o caminho ou não tem a capacidade de enxergá-lo, então não mo enfie guela abaixo. Curioso. Buscando o retorno para a Fonte. Não é a gente que é imperfeito. Cada um de nós que desvirtou do caminho. Basta retornar. Isso é Amor Divino. Esse sou eu, Rodrigo. Mas é só a ponta do iceberg. Você se atreve a descobrir-me mais? Eu me atrevo a descobrir-me mais? Pode ter certeza que sim.
A Promessa de Deus


