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7 de mai. de 2010

Godspeed!

Uma das minhas músicas preferidas: Godspeed (Dixie Chicks).

Clique no play >

Para a letra, clique aqui.

3 de set. de 2009

Chuva



O veranico se foi hoje com a chegada de uma leve frente fria a São Paulo e, por consequência, de uma deliciosa precipitação celeste. Leia-se chuva.

Graças ao fenômeno, a umidade relativa do ar da nossa querida Pauliceia (agora é sem acento, mas fica engraçado, não?) voltou a níveis mais habitáveis.

Aproveito para dividir com vocês um belíssimo vídeo da cantora portuguesa Mariza, interpretando ao vivo a canção intitulada, ora pois pois, "Chuva".

Espero que aproveitem.

13 de ago. de 2009

No Heavens: aprendendo vendas com histórias divertidas

Meu querido amigo Brandi lança, no próximo dia 21 de setembro, aqui em São Paulo (veja convite abaixo), seu livro "No Heavens - aprendendo vendas com histórias divertidas".

Trata-se de uma reunião de pequenas crônicas escritas por ele ao longo de sua carreira, em que Brandi mostra perspectivas diferentes daquelas a que estamos condicionados a enxergar no mundo delicado das vendas.

Transcrevo em seguida o prefácio do livro, escrito por Giacomo Mastroianni, publicitário, jornalista e escritor, e já convido todos os leitores de Passa Boi, Passa Boiada a prestigiar esse lançamento literário.



"Imagine o sábio Isaac Newton visualizando suas teorias da mecânica gravitacional, com todas as complicadas fórmulas e equações implícitas, no exato momento em que a maçã lhe caísse sobre a cabeça. É mais ou menos o que acontece com o profissional de marketing e administração ao protagonizar cada episódio do dia-a-dia, no envolvimento com outras pessoas em negócios. Episódios que para leigos parecem destituídos de fundamentos, para estes homens e mulheres de marketing, entre os quais me incluo, soam como verdadeiros cases, cheios de ensinamentos profundos.

O autor desse despretensioso e compacto livro é, no fundo, um contador de histórias. Algumas até líricas, outras de puro pragmatismo negocial e quase todas revestidas de certo humor e picardia, como para provar: nos contatos pessoais e nos contratos informais de negócios, rolam muita esperteza e matreirices, que beiram sempre certo cinismo. Ali, onde uma pessoa comum enxerga lances banais de relacionamento, na vida ou no trabalho, o autor consegue avistar ações e reações regidas por leis de evolução profissional. Em determinados momentos, identifica com toda clareza erros mercadológicos, surgidos da transgressão comportamental de um vendedor. Da pouca atenção de um empresário à cartilha básica dos bons serviços, onde o cliente é rei e senhor de todos os nossos movimentos.

Noutro instante, o autor nos faz perceber que nada substitui o talento instintivo do vendedor. É quando, tal qual um alquimista, sugere o caminho oculto dos labirintos da venda perdida e vai sacar de seu arsenal invisível, a arma decisiva do argumento convincente, sempre alicerçado na visão positiva de um bom resultado final.

Carlos Brandi, no âmbito das empresas do ramo financeiro a que tem servido nesses últimos 20 anos, parece ter ministrado treinamentos sempre lembrando de suas experiências da vida particular, vivenciadas ou como comprador ou como vendedor. Ora como vítima injustiçada de algum gesto violento na infância, ora como triunfal vencedor de pelejas juvenis, ele saiu catando por aí tudo que encontrava para fundamentar a técnica dessa paciência, dessa persistência, da construção daquele resultado sempre quantificável, que transforma um vendedor num vencedor.

Por outro lado, lá fora, nos tabuleiros de banana das quitandas, nos balcões de lojas de moda dos shoppings, nos pátios de estacionamento, nas salas refrigeradas das financeiras ou no corpo a corpo com a clientela das revendas de automóveis, ele vai destilando teorias de Kotler, numa simbiose bastante proveitosa para ambos os universos.

Aliar a teoria à prática é o conceito mais importante para a evolução do marketing em nosso país.

Esperamos que os leitores de Brandi curtam suas histórias com a seriedade que o marketing merece e o fair- play que o seu estilo literário sugere, o que torna palatável e digerível os grandes ensinamentos contidos nessas crônicas simples."


Giacomo Mastroianni

Fortaleza, 25 de setembro de 2008

12 de jul. de 2009

Vik Muniz não é mais imperdível


Monalisa em versão de geleia e pasta de amendoim

Terminou hoje a exposição (portanto, agora não mais imperdível) de Vik Muniz, no Masp, em São Paulo.

Quem foi, foi. Quem não foi, perdeu. E perdeu a chance de ver uma das exposições mais criativas dos últimos anos realizadas no Masp.

O artista Vik Muniz, nascido no Brasil em 1961 e radicado em Nova Iorque (leia mais aqui), é um prático exemplo da filosofia do "think out of the box" ou "pense fora da caixa".

Ele tem a admirável capacidade de criar verdadeiras obras-primas a partir de mídias e materiais comus ao nosso dia-a-dia.

Sua excentricidade navega desde esculturas cravejadas com diamantes até retratos feitos com spaghetti e molho de tomate, ou ainda geleia e pasta de amendoim. Sem contar sucatas, carvão, tintas e o que mais a imaginação de Muniz puder utilizar.

Visitei a exposição na companhia do meu filho Piero (foto abaixo). Foi uma aula inesquecível para ambos.

Deixo registrado aqui em 'Passa Boi, Passa Boiada' algumas imagens da mostra no Masp. Aproveite!



Piero apreciando um dos quadros de Muniz, no Masp


Retrato feito com spaghetti e molho de tomate


Retrato feito com areia


Mapa múndi feito com sucatas de computadores


Anjinha emergindo do meio da sucata


Che Guevara ao chocolate ou ao feijão?


Liz Taylor em diamantes


Auto-retrato de Vik Muniz feito com cartonagem

27 de jun. de 2009

Who's bad? Bye, Michael

Meu tributo a Michael Jackson: um poema que escrevi em 1992, no Canadá. Até então, não tinha dono. Agora tem.

My tribute to Michael Jackson: a poem I wrote back in 1992, in Canada. Until then it did not have an owner. Now it does.


15 de mai. de 2009

Nuvem de palavras



Tem um blog, um site, um documento? Quer saber quais palavras aparecem com mais frequência, destaque etc.?

Acesse http://www.wordle.net/ e divirta-se!

Essa aí de cima é a nuvem deste blog.

2 de mai. de 2009

Magali e Mônica no Masp?

"Magali e Mônica de Rosa e Azul", Maurício de Souza, 1989
Acrílica sobre tela, 115x95cm

Parece que não fui apenas eu quem se apaixonou pela Alice, a mocinha de rosa do quadro "Rosa e Azul", de Renoir, e pela sua irmã, Elizabeth.

Até Maurício de Souza, o pai da Turma da Mônica, prestou sua homenagem à obra. Isso foi em 1989, quando ele observava no Masp (Museu de Arte de São Paulo) várias pessoas tentando copiar a pintura original. O resultado vocês podem conferir aí acima.

Encontrei também uma outra versão feita pelo artista plástico paulista Cirton Genaro. Ele faz uma brincadeira ousada e pinta as rebentas como "meninas da noite":



A obra "Rosa e Azul", que faz parte do acervo do Masp, me inspirou a escrever o poema "Minha primeira namorada", que dividi com vocês no post anterior.

Aliás, se eu pudesse cantar uma música para Alice, seria essa aí: Sawa Kobayashi - Patience.

Espero que gostem.

1 de mai. de 2009

Minha primeira namorada


As Meninas Cahen d'Anvers - Rosa e Azul
Pierre-Auguste Renoir - 1881 - 119x74cm

por Rodrigo Marques Barbosa

Minha primeira namorada

Conheci minha primeira namorada de forma inesperada.

Assim.

Como acontecem os amores.

Passeava pelo Masp, entre mundos nunca antes por mim imaginados.

Entre joias tupiniquins, DiCavalcantis, Volpis, Ianellis, Portinaris, Segalls e Brecherets.

E outras tantas d’além-mar, Monets, Delacroixs, Légers, Matisses, Cézannes e até Van Goghs.

Mas foi na ala dos Renoirs que o chão me faltou.

Minha primeira namorada vestia rosa, usava um lindo sapatinho de verniz.

Segurava inseguramente a cinta de cetim que lhe prendia a cintura.

E com a outra mãozinha acolhia-se junto à minha cunhadinha de azul.

Seu cabelo era ruivo.

Podia ser castanho também.

Ou loiro.

Às vezes até preto.

Tudo era uma questão de luz.

E era de luz que aquela pequena me enchia o coração, me fazia respirar fundo (tum-tum, tum-tum, tum-tum), com vontade de vomitar.

Não, não de nojo, mas de enjoo gostoso, daquele friozinho na barriga que acomete os mais desavisados.

Hoje sou avisado.

Avisado até demais.

Tão avisado que não me deixo mais levar pelas moçoilas de rosa e azul que andam por aí.

Loiras, morenas ou ruivas, elas não têm o olhar que pede colo, nem tampouco guardam mais a promessa do ‘l'avenir’.

São mais parecidas com a minha cunhadinha, olhar altivo, mãozinha assanhada querendo, subliminarmente, levantar seu saiote.

Minha primeira namorada olhou para mim, quis sorrir.

Apertou os lábios, a bochecha enrubesceu com minha investida marota, ainda que contida, embasbacado que estava ao fitá-la.

Despedi-me com a promessa de sempre lhe visitar, ainda que por instantes pudesse fazê-la sentir-se em outra dimensão, na minha dimensão (se bem que não sei se a minha namorada quereria sair de seu salão tão bonito, seu tapete tão felpudo).

Mas foi a minha primeira namorada que me levou para uma viagem ultradimensional.

Viajei para dentro daquele quadro, espiei-a por detrás da cortina até tomar coragem de vir-lhe falar: “Bom dia, senhorita! Qual é sua graça?”

Minha primeira namorada se chamava Alice.


30 de abr. de 2009

Você vê a cabrita?


Eu vejo uma cabrita (ou uma carneira) na foto acima. Você vê o quê?

Não valem respostas como: "vejo uma cadeira" etc.