29 de dez de 2009

Funny 2009 retrospective (video)



Enjoy!

5 minutos que podem salvar vidas (vídeo)



Sobre beber e dirigir.

Sei que a abordagem desse vídeo é um tanto quanto tocante, mas se você puder assisti-lo até o fim, mesmo que impressionado com as imagens, saiba que a emoção falará mais alto e, assim, espero, você pensará antes de dirigir após alguns drinques.

Sei também que a 'responsa' comigo mesmo fica maior ainda, sobretudo após deixar aqui registrado esse vídeo e, portanto, a minha consciência acerca do assunto. Afinal, não vou negar que devo, no futuro, dirigir após algumas cervejas. Mas pelo menos tenho certeza que minha percepção da realidade já está mudada.

Espero que aproveite, que reflita e, se quiser, passe para frente.

E um ótima virada de ano, com muita saúde, felicidade e juízo!

2 de dez de 2009

Vai uma escova aí?


Comprei dias atrás uma nova escova de dentes. Paguei cerca de oito reais pela pequena peça de plástico com algumas cerdas em uma de suas pontas.

Ao chegar em casa, deparei-me com um anúncio para TV de escovas de dentes.

Fiquei a matutar sobre o quanto de escovinhas de dentes os caras teriam de vender apenas para pagar a produção daquele filme publicitário, pagar a compra da mídia (TV é caríssimo) e ainda tirar algum lucro.

Afinal, estamos falando de um volume de investimento na casa de alguns milhões de reais.

Pois bem, não foi necessário fazer muita conta para ver que vender escovas de dentes é um dos melhores negócios do mundo (não é à toa, por exemplo, que empresas como Procter & Gamble, Colgate-Palmolive, Johnson&Johnson etc. são as líderes desse mercado).

Vamos aos números.

Premissas a serem consideradas:

População brasileira: 200 milhões de pessoas.
Tempo recomendado para trocar a escova de dente: de 3 em 3 meses.
Custo médio de uma escova de dentes: R$ 5,00.

Mas antes, sejamos realistas e vamos considerar que o povo troca mesmo de escova só de, pasmem, seis em seis meses.

Assim, são 200 milhões de novas escovas a cada seis meses ou, se preferir, 33,3 milhões de escovas por mês.

Ao custo médio de R$ 5,00, estamos falando de um faturamento bruto mensal de R$ 166,5 milhões. No ano, R$ 1,998 bilhão.

Um por cento disso dá cerca de R$ 20 milhões, se for pra considerar que gastam 1% do total das vendas.

Ou seja, os caras fazem umas peças de plástico, colocam umas cerdas, embalam, distribuem, comunicam, gastam 1% do valor de vendas em publicidade e ainda embolsam bilhões de reais em lucro anualmente.

Estou a decidir se compro ações dessas empresas ou se abro uma fabriqueta de escovas de dentes.





1 de dez de 2009

Meus pitacos preferidos no Twitter



Já que estou há tanto tempo sem atualizar o blog, divido com vocês, incansáveis amigos e internautas, algumas das minhas twitadas preferidas na minha página twitter.com/rodrrigo.

Comentem, critiquem, detonem, aproveitem.

"
Um ato falho nunca é falho.

Se chumbo trocado não dói, pra que revidar então?

Não há negligência sem danos.

Pensamento do dia: se toda regra tem uma exceção, e sendo essa uma regra em si, logo há ao menos uma regra no universo que não tem exceção.

Ato-falho não deveria ter esse nome. Mas sim ato-revelação, ato-'me entreguei', ato-ops!, ato-f*deu... :-)

Adoraria ter o Wilson (de House) como meu amigo. Mas já há Wilsons na minha vida. Obrigado, Wilsons!

Gee! No elevador ou se fala do tempo ou de futebol... Nobody deserves it! Campanha Quero Meu Elevador Já!

Voltei ontem de Brasília. Principal reflexão da viagem: impressionante como as aeromoças mexem com o imaginário masculino.

(...) Aliás, o pior da inveja não é invejar o que o outro tem, mas sim desejar que o outro perca o que tem. Affff... Saravá, meu Pai!#inveja

Não sei o que é pior: beber e usar o celular ou beber e usar o twitter.

Já trabalhei em empresas em que, pelas minhas costas, a união fez a forca.

Conjugação do verbo Comprar : Eu compro | Tu compras | Ele compra | Nós compramos | Vós comprais | Eles pagam.

Engordei, não nego. Emagreço quando puder.

Ah! Se eu tivesse ouvido essa frase dita pelo #House num de seus episódios: "Fives marry fives, sevens marry sevens and nines marry nines".

Tava aqui com meus botões: bem que o Bernardinho poderia ser técnico da seleção de futebol. Já pensou?

Hoje, comendo uma pera madura, descobri que a fruta é parente de primeiro grau do figo.

Como era a vida mesmo antes da internet? Ao ar livre...

Queria ter sete vidas. Não pra poder morrer e nascer de novo. Mas pra fazer coisas de modo diferente.

O príncipe do cavalo branco de hoje vem montado num V6. O do cavalo verde, num híbrido. Mas as princesas... essas continuam cor-de-rosa.

Sabedoria não é "não faça aos outros o que não gostaria que lhe fizessem", mas sim "faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem".

Hj olho p/trás e sei q alguns relacionamentos ñ valiam a pena RT @DrWayneWDyer Anything that keeps you from growing is never worth defending

"Seja quente ou seja frio, senão te vomito". Mas quente sem ferver e frio sem congelar. Equilíbrio ainda é o melhor caminho.

Estais a sós? S.O.S? Se sois os sóis do Universo, sejais sólido e quente e me esquentai também.

Feriado num domingo não adianta nem pra quem trabalha de domingo, o que dizer então pra quem não trabalha de domingo.

A dica da minha nutricionista para comer de 3 em 3 horas é uma delícia: toda vez que vou comer algo lembro que já já vou comer outra vez! ;)

Minha amiga @Lili_Smeke e eu, ontem no #Skye, ficamos a filosofar sobre como teria sido a primeira experiência humana com o mel. Que viagem!

Sou do tipo que, ao chegar num hotel, pergunto: "ate que horas eh servido o cafe", e nao "a partir de que horas..." ;-) Dormir bom D+

Sabe a história do elefantinho que cresce com a pata amarrada ao toco? Pois é, se eu deixasse, Rio Preto se tornava o meu toco.

A vida é mais gostosa com tanino.
"

18 de set de 2009

Coincidence? Dow Jones identical on both September 11 of 2001 and 2009


Do things happen by chance or are they guided by the order that is in the chaos of the universe?

I personally do not believe in coincidences. I believe there is a correspondence of facts, an equation of infinite energy exchanges that culminate in the course of things. In terms of the microcosm, it would be, from my point of view, a chain of events that result from thoughts and actions of individuals. In the macrocosm, from thoughts and actions of the collective .

Ramblings aside, coincidence or not, the fact is that the Dow Jones, the main indicator of the New York Stock Exchange, registered the same mark on the fateful September 11 (2001) and, amazingly, on September 11, 2009: 9,605 points.

Regardless of beliefs or theories, whatever it is that you or I think about the existence or not of coincidences (this theme would not only cover a post, but a book, at least), the conclusion of this numerical coincidence in the largest stock exchange in the world is a shivering one.

I think the message that the universe wants to give is very simple: eight years after the disaster in Manhattan, nothing has changed. The greed of the current system of wealth exchange continues. The essence of human being remains the same. Even with such shock of September 11, we continue to make the same mistakes: short-term vision, socio-economic pragmatism, the rule of advantage, and so on.

Perhaps this is the ideal time to, once again, reflect on our actions, from the smallest ones, such as taking care of the trash at home, to greater ones like conscious consumption, respect for others, kindness in relationships with others, the love for life.

When I was a kid, I remember my father giving me a lesson. He told me this: a saddled horse is only once in front of us. And we should not, therefore, miss the opportunity of riding it.

I agree with him. But is our collective consciousness ready for this? Is it ready for the opportunities to make a better world?

Oh boy! I wish I had those answers.

Coincidência? Índice Dow Jones idêntico nos dias 11 de setembro de 2001 e de 2009


Dow Jones em 11 de setembro de 2009: 9.605 pontos (clique para ver)



Você acredita em coincidência?

Será que as coisas acontecem por acaso ou são guiadas pela ordem que há no caos do Universo?

Eu, particularmente, não acredito em coincidência. Acredito que há uma correspondência de fatos, uma equação infinita de trocas de energia que culminam no desenrolar das coisas. No microcosmo, seria, do meu ponto de vista, uma cadeia de acontecimentos resultante de pensamentos e ações individuais. No macrocosmo, de pensamentos e ações coletivas.

Divagações à parte, coincidência ou não, é fato que o índice Dow Jones, principal indicador da bolsa de valores de Nova Iorque, registrou a mesma marca no fatídico 11 de Setembro (2001) e, pasmem, no 11 de setembro de 2009: 9.605 pontos.

Independentemente das crenças, das teorias, do que quer que seja que você ou eu pensamos sobre a existência ou não das coincidências (esse tema daria não apenas um post, mas sim um livro, no mínimo), é de arrepiar a constatação dessa identicidade numérica na maior bolsa de valores do mundo.

Penso que a mensagem que o Universo quer nos passar é muito simples: oito anos após a catástrofe em Manhattan, nada mudou. A ganância do atual sistema de trocas de riquezas continua. A essência do ser humano é a mesma. Mesmo com tamanho susto do 11 de Setembro, continuamos a cometer os mesmos erros: visão de curto prazo, pragmatismo sócio-econômico, lei da vantagem e por aí afora.

Talvez este seja o momento ideal para, mais uma vez, refletirmos sobre nossas ações, desde as mais insignificantes, como o cuidado com o lixo em casa, até o consumo consciente, o respeito ao próximo, a cordialidade no relacionamento com o outro, o amor pela vida.

Quando pequeno, lembro-me de meu pai me dando uma lição. A história dizia que um cavalo selado passa apenas uma vez na nossa frente. E que não devemos, portanto, desperdiçar a oportunidade.

Concordo com ele. Mas será que a nossa consciência coletiva está pronta para isso? Pronta para as oportunidades de fazer um mundo melhor?

Ah... como eu queria ter essas respostas.

11 de set de 2009

O Quase



É o quase que me incomoda, a incerteza da consumação do fato, a palavra mal dita, o espirro enrustido.

É o meio, a indecisão, o titubeio, a vacilada, o quase que me desgasta, me corrói, me indispõe.

É o morno que vomito, nem quente, nem frio, nem tudo, nem nada, só o quase que me irrita.

É a vontade que fica suspensa, o desejo que não se revela, o beijo que não encosta o lábio alheio, o abraço quase apertado.

É o sexo nas coxas, a virtude de barro, o engasgo do vernáculo, o bocejo quase aberto.

É o amor não dito, a paixão suprimida, a liberdade rechaçada, o quase viver que me consome.

E, às vezes, eu quase não me dou conta dos quases que me convêm, dos quases que fazem desdém, dos quases que incomodam.

Mas o quase mais doído é o amigo meio-termo, a amante nebulosa, a cerveja que esquentou.

A única certeza que tenho, o único antiquase da minha vida é o agora.

O agora não é quase antes, nem quase depois. É agora. O antiquase que aprovo.

3 de set de 2009

Chuva



O veranico se foi hoje com a chegada de uma leve frente fria a São Paulo e, por consequência, de uma deliciosa precipitação celeste. Leia-se chuva.

Graças ao fenômeno, a umidade relativa do ar da nossa querida Pauliceia (agora é sem acento, mas fica engraçado, não?) voltou a níveis mais habitáveis.

Aproveito para dividir com vocês um belíssimo vídeo da cantora portuguesa Mariza, interpretando ao vivo a canção intitulada, ora pois pois, "Chuva".

Espero que aproveitem.

28 de ago de 2009

Alô, Ricardo Teixeira, Bernardinho já!


Imagens: montagem do blog Passa Boi, Passa Boiada

Bernardo Rocha de Rezende. Esse é o nome de Bernardinho, técnico da seleção brasileira de voleibol masculino desde 2001 e que dispensa mais apresentações.

Bernardinho é virginiano, nascido em 25 de agosto de 1959, no Rio de Janeiro.

Bernardinho foi eleito pelo Comitê Olímpico Brasileiro, por quatro anos consecutivos, como melhor treinador do Brasil.

Uma vez, quando eu morava no Canadá, contei a seguinte piada durante uma palestra que dava no Rotary:

Vocês sabem qual é o esporte mais popular do Brasil?
Futebol, responderam.
Eu disse:
Não, é o vôlei. Futebol lá é religião.

Na hora saiu mais engraçado, e a plateia se divertiu.

Mas o fato é que não há hoje no nosso país algum treinador que seja mais raçudo, pragmático, líder, perseverante e detalhista do que Bernardinho. Tudo bem, vá lá, os puristas devem estar se coçando, já deduzindo o final deste meu curto artigo, já chegando à mesma conclusão a que cheguei.

Também devem estar resmungando, alegando que são esportes completamente diferentes, outras táticas, outras nuances, outras idiossincrasias...

Mesmo assim, mesmo sendo a topeira que sou quando se trata de futebol (tanto no campo quanto na poltrona), não vejo pessoa mais indicada para o cargo do nosso querido Dunga do que o próprio Bernardinho.

Assim, curto e grosso: Alô, Ricardo Teixeira, Bernardinho já!

13 de ago de 2009

No Heavens: aprendendo vendas com histórias divertidas

Meu querido amigo Brandi lança, no próximo dia 21 de setembro, aqui em São Paulo (veja convite abaixo), seu livro "No Heavens - aprendendo vendas com histórias divertidas".

Trata-se de uma reunião de pequenas crônicas escritas por ele ao longo de sua carreira, em que Brandi mostra perspectivas diferentes daquelas a que estamos condicionados a enxergar no mundo delicado das vendas.

Transcrevo em seguida o prefácio do livro, escrito por Giacomo Mastroianni, publicitário, jornalista e escritor, e já convido todos os leitores de Passa Boi, Passa Boiada a prestigiar esse lançamento literário.



"Imagine o sábio Isaac Newton visualizando suas teorias da mecânica gravitacional, com todas as complicadas fórmulas e equações implícitas, no exato momento em que a maçã lhe caísse sobre a cabeça. É mais ou menos o que acontece com o profissional de marketing e administração ao protagonizar cada episódio do dia-a-dia, no envolvimento com outras pessoas em negócios. Episódios que para leigos parecem destituídos de fundamentos, para estes homens e mulheres de marketing, entre os quais me incluo, soam como verdadeiros cases, cheios de ensinamentos profundos.

O autor desse despretensioso e compacto livro é, no fundo, um contador de histórias. Algumas até líricas, outras de puro pragmatismo negocial e quase todas revestidas de certo humor e picardia, como para provar: nos contatos pessoais e nos contratos informais de negócios, rolam muita esperteza e matreirices, que beiram sempre certo cinismo. Ali, onde uma pessoa comum enxerga lances banais de relacionamento, na vida ou no trabalho, o autor consegue avistar ações e reações regidas por leis de evolução profissional. Em determinados momentos, identifica com toda clareza erros mercadológicos, surgidos da transgressão comportamental de um vendedor. Da pouca atenção de um empresário à cartilha básica dos bons serviços, onde o cliente é rei e senhor de todos os nossos movimentos.

Noutro instante, o autor nos faz perceber que nada substitui o talento instintivo do vendedor. É quando, tal qual um alquimista, sugere o caminho oculto dos labirintos da venda perdida e vai sacar de seu arsenal invisível, a arma decisiva do argumento convincente, sempre alicerçado na visão positiva de um bom resultado final.

Carlos Brandi, no âmbito das empresas do ramo financeiro a que tem servido nesses últimos 20 anos, parece ter ministrado treinamentos sempre lembrando de suas experiências da vida particular, vivenciadas ou como comprador ou como vendedor. Ora como vítima injustiçada de algum gesto violento na infância, ora como triunfal vencedor de pelejas juvenis, ele saiu catando por aí tudo que encontrava para fundamentar a técnica dessa paciência, dessa persistência, da construção daquele resultado sempre quantificável, que transforma um vendedor num vencedor.

Por outro lado, lá fora, nos tabuleiros de banana das quitandas, nos balcões de lojas de moda dos shoppings, nos pátios de estacionamento, nas salas refrigeradas das financeiras ou no corpo a corpo com a clientela das revendas de automóveis, ele vai destilando teorias de Kotler, numa simbiose bastante proveitosa para ambos os universos.

Aliar a teoria à prática é o conceito mais importante para a evolução do marketing em nosso país.

Esperamos que os leitores de Brandi curtam suas histórias com a seriedade que o marketing merece e o fair- play que o seu estilo literário sugere, o que torna palatável e digerível os grandes ensinamentos contidos nessas crônicas simples."


Giacomo Mastroianni

Fortaleza, 25 de setembro de 2008

6 de ago de 2009

Shopping center: a cidade dentro da cidade


Fotos: GettyImage

O shopping center é uma cidade dentro da cidade. O mundo perfeito protegido por cercas, seguranças. A própria arquitetura e o modus operandi refletem isso: lá não há mendigos, não há favelas, não há semáforos.

Há o cheiro, a música e a temperatura, que tentam ser agradáveis. Há a beleza (questionável) das vitrines, os objetos de consumo da classe média, a conveniência dos serviços, o Papai Noel no final do ano, o coelhinho na Páscoa, o Mickey no dia das crianças.

Para se ter uma ideia, a cada 4 dólares faturados no varejo americano (território pátrio dos mundialmente difundidos centros de compras), 3 têm origem em shopping centers. Sendo mais exato, esse modelo de empreendimento imobiliário e comercial responde por 72% do faturamento do varejo dos Estados Unidos, o mais pujante do planeta.

No Brasil, essa relação é mais tímida: 21% das vendas do varejo são realizadas nos shopping centers (fonte: Folha de S.Paulo, edição de 6/8/2009, página B2, coluna Mercado Aberto). Segundo o Ibope, os shoppings brasileiros têm potencial para alcançar a marca de 40% de participação no total do bolo do varejo tupiniquim.

Mas qual é a magia, quais são as artimanhas utilizadas por esses poderosos ícones do consumismo?

Já repararam que nos corredores desses gigantescos prédios não há sinalização indicando a saída?

Perceberam também que, uma vez dentro do shopping, não dá para saber se é dia ou se é noite, se chove ou se faz sol, se está frio ou calor?

Não há relógios para se saber a hora!

Os nomes dos setores do estacionamento são confusos: ou por letras e números (G1, G2, G3 etc.) ou por nomes difíceis de memorizar (Setor Tulipa, Orquídea, Hortênsia). Ou seja, não querem que você vá embora, saia de lá, deixe de comprar, comprar, comprar.

O shopping virou o ideal da classe média, o consumismo instituído, o modelo perfeito de família: lindo casal jovem com filhos pequenos, dentes perfeitos, bochechas coradas.

Essa herança é proveniente do modelo capitalista americano de se organizar o sistema de compras em grandes centros comerciais. A ideia de centralizar as lojas e os serviços fez com que o próprio desenvolvimento urbanístico refletisse essa realidade através da proliferação, por exemplo, de condomínios residenciais fechados, causando a degradação das regiões centrais de grandes cidades (como resultado da fuga de clientes e comerciantes para os shopping centers).

Sem mencionar a descaracterização das regiões residenciais, abandonando o conceito tradicional de centros de convivência, uma vez que há a diminuição nesses bairros da quantidade de lojas, farmácias, açougues, serviços e até opções de lazer.

Essas funções sociais vêm sendo abocanhadas cada vez mais pelos shoppings.

Há algo de errado nisso? Algo de bom? Não pretendo aqui aprofundar a discussão do tema. Afinal, esse artigo apenas toca a superfície, mas proponho fazermos a reflexão sobre como o modelo dos shopping centers contribui ou não para a construção de uma sociedade mais sadia, justa e solidária.

Fica o convite para todos comentarem.

22 de jul de 2009

Mesmo se eu pudesse



Mesmo se eu pudesse escolher onde nascer,
Mesmo se eu pudesse escolher meus pais,
Meus irmãos, meu filho, minha sina, meus prazeres,
Meus defeitos, amores, erros, acertos.
Se ainda pudesse voltar no tempo,
Sacudir a poeira, dar a volta por cima,
Eu, sem pestanejar, continuaria em linha reta.
Mesmo sabendo que de reta ela não tem nada,
Pois, sorrateiros que somos no Universo,
No vácuo da existência é que caminhamos.
Daria tudo de mim outra vez, por mim, por você.
Não cantaria hinos ao meu epitáfio, ao meu amanhã,
Ao meu que ainda não aconteceu.
Ao contrário, ao invés, por que não cantar o agora,
O aqui?
Se tivesse de escolher, se obrigado fosse,
Faria tudo igual, faria as mesmas escolhas.
E só faria tudo igual porque não posso mais escolher no passado.
Só escolho o aqui, o agora.
Sem valor reclamar. Sem sentido arrepender-se.
O que vale é a escolha de agora, a semente que se planta.
Isso é a colheita. E se é a colheita, não há com o que se preocupar.
Afinal, se algo não tem solução, para que se preocupar?
E se algo tem solução, para que se preocupar?
Se eu pudesse escolher outra vez (sei que não posso), faria tudo de novo.
Não porque sou débil a ponto de repetir os erros.
Mas pelo simples fato de que não nego minha própria herança.
Nem meus próprios potenciais.
E respeito, acima de tudo, minhas escolhas de ontem.
O hoje a mim pertence.
E o amanhã...
O amanhã é o sopro do que meu pulmão traga agora.

16 de jul de 2009

Sexualmente programados?*


Fotos: Getty Image

* Este artigo, de minha autoria, foi publicado na revista Klasse, na edição de julho de 2003.

O tabu do sexo nos ronda desde os primórdios. Mas será mesmo que esse bicho tem tantas sete cabeças assim?

O sexo é o tema mais consumido na internet. A programação da televisão aberta, em qualquer parte do mundo, é fincada em dois alicerces: sexo e violência.

Freud sintetizou sua teoria no sexo. Alegava que a essência das nossas vicissitudes estava calcada na sexualidade.

Acordamos e a primeira coisa que nos vem à mente é... sim, sexo! Vamos dormir e, se não fazemos sexo momentos antes de cair no sono (momentos longos, de preferência), pensamos em sexo. Nossos travesseiros são os melhores amigos de nossa consciência. Ah, e que delícia de consciência!

Mentes pervertidas? Desvios de caráter? Obsessão? Compulsão? Que nada! Sexo nada mais é, e aqui não pretendo soar simplista, do que a garantia da nossa sobrevivência. Não há o que complicar. A resposta está aí. Basta querermos vê-la.

A raça humana existe até os dias de hoje graças à perpetuação da espécie através do sexo. Está na Bíblia, nas aulas de biologia, em casa, na TV. Está, enfim, em nossas mentes e, sobretudo, está em nossos genes.

Sim, fomos programados geneticamente para reproduzir. Religiosamente, para crescer e multiplicar. E do ponto de vista psicológico, também estamos fadados ao complexo dos coelhos.

Portanto, caros leitores, não nos iludamos. Existem sempre, no mínimo, duas formas de enxergar uma questão. A primeira, a que não recomendo, é focar no problema. A segunda é focar na solução.

Vocês já devem ter ouvido a expressão "Deus está nos detalhes". Ou seja, o segredo da felicidade está no que é simples, no que é bem resolvido, no que é tangível o tempo todo.

Por isso, vamos focar na solução da coisa, ou melhor dizendo, do sexo. Ninguém merece (ah, cedi à tal expressão, já incorporada ao nosso dia-a-dia) passar uma vida inteira focando no problema do sexo. Focar na solução é mais saudável. E é muito mais factível do que possamos imaginar.

Senão, vejamos:

Um homem encontra uma mulher desconhecida no elevador. Na cabeça dele, ela é bela, mas até aí não rolou nenhuma intenção, o que lhe daria a liberdade de puxar uma conversa sem compromisso.

Já na cabeça dela passa aquele velho filminho: "Ah, se eu der trela, dará a entender que quero sair com ele. Mas esse não é meu jeito de ser. Ora bolas, o que ele vai pensar de mim? E depois, como será? Acho melhor não falar nada. Nem mesmo da meteorologia".

No que ele vira e diz: "Esquentou hoje, não?" Ela, então, treme por dentro, como quem quisesse bocejar de boca fechada (aliás, segundo Honoré de Balzac, o cúmulo da elegância é bocejar de boca fechada). Que o digam as balzacquianas.

Calada por um átimo de tempo, ela esboça um arrã. Ele, desconcertado pela resposta lacônica, inicia um assobiar sem ritmo, olha para o teto do elevador, suspira e se encolhe.

Abre-se a porta. Ele olha para o relógio, dando indício de que vai esperá-la sair primeiro. Afinal, ele ainda é um cavalheiro. Ele mal identifica em que posição está o ponteiro dos minutos, e ela já atravessa a rua, eufórica e, ao mesmo tempo, melancólica. Como diz um amigo meu, Roberto Oliveira, uma mulher com segundas intenções é pior que o diabo com todas as intenções juntas.

Ou então pensemos a situação inversa: uma mulher de bem com a vida adentra o elevador, depara-se com um homem. Ele, casmurro e reticente, mal levanta as pálpebras para ver quem chega. Na verdade, ele se lembra da sua chefe, mulher dominadora, que acaba de lhe arrancar o fígado coma as palavras. A doce moça do elevador busca um contato visual. Nenhuma intenção de lascívia. Nenhum subterfúgio para o sexo. Apenas a cordialidade do contato, do trocar de gentilezas, do presentar com boas tardes.

Ele, carregado de preconceito, calcado em seu puritanismo ascendente, ignora a meiga presença e sai como um bufão tão logo a porta do elevador se abre no térreo.

Lá se vão mais duas oportunidades de bom sexo. E aqui não quero dizer sexo por sexo ou algo passageiro, frugal. Vejam bem, não quero dizer "só isso". Sexo pode muito bem ser "só isso", como também pode ser o rito de simbolismo do amor de uma vida inteira. E é exatamente essa dúvida que pairará sobre os quatro personagens deste texto pelo resto de seus dias. Isso se eles se derem ao luxo de pensar no assunto. Afinal, o foco deles foi muito mais no problema do que na solução propriamente dita.

Vejam, a solução não seria irem para a cama. A solução é deixar vida fluir, deixar as coisas acontecerem. Sem necessariamente um desfecho, uma conclusão.

Mais uma vez, o foco deve estar na solução. Sexo para simplesmente perpetuar a espécie cabe aos animais irracionais. A nós cabe tomar as decisões certas, ou seja, aquelas que vão ao encontro dos nossos valores e das nossas aspirações.

Isso vale dizer, então, que tudo é válido, desde que sejamos legítimos com nossos próprios sentimentos e jamais abramos mão do nosso poder de escolha.

Curtir a vida é isso. É estar pronto para se comunicar. Estar pronto para dizer sim. E, acima de tudo, também saber dizer não.

12 de jul de 2009

Vik Muniz não é mais imperdível


Monalisa em versão de geleia e pasta de amendoim

Terminou hoje a exposição (portanto, agora não mais imperdível) de Vik Muniz, no Masp, em São Paulo.

Quem foi, foi. Quem não foi, perdeu. E perdeu a chance de ver uma das exposições mais criativas dos últimos anos realizadas no Masp.

O artista Vik Muniz, nascido no Brasil em 1961 e radicado em Nova Iorque (leia mais aqui), é um prático exemplo da filosofia do "think out of the box" ou "pense fora da caixa".

Ele tem a admirável capacidade de criar verdadeiras obras-primas a partir de mídias e materiais comus ao nosso dia-a-dia.

Sua excentricidade navega desde esculturas cravejadas com diamantes até retratos feitos com spaghetti e molho de tomate, ou ainda geleia e pasta de amendoim. Sem contar sucatas, carvão, tintas e o que mais a imaginação de Muniz puder utilizar.

Visitei a exposição na companhia do meu filho Piero (foto abaixo). Foi uma aula inesquecível para ambos.

Deixo registrado aqui em 'Passa Boi, Passa Boiada' algumas imagens da mostra no Masp. Aproveite!



Piero apreciando um dos quadros de Muniz, no Masp


Retrato feito com spaghetti e molho de tomate


Retrato feito com areia


Mapa múndi feito com sucatas de computadores


Anjinha emergindo do meio da sucata


Che Guevara ao chocolate ou ao feijão?


Liz Taylor em diamantes


Auto-retrato de Vik Muniz feito com cartonagem

O outro e as fronteiras


Fronteira entre México e EUA

Escrevi aqui no blog duas semanas atrás sobre a questão do outro. Uma das colocações que fiz, no post intitulado "Uma Beleza Sozinha Não Faz Verão", foi: se a minha beleza depende da do outro para existir, logo é a partir do respeito ao que é diferente de mim que serei respeitado!

O outro é a nossa fronteira, a nossa referência de finitude e, ao mesmo tempo, de complementaridade. O outro pode ser o nosso calibre, a válvula de ajuste da existência. Existimos porque o outro existe. Sem ele, não somos, não repercutimos. O outro e nós somos, ao mesmo tempo, um.

Tendo em vista esse ponto de vista, proponho aqui uma reflexão sobre o outro enquanto país, nação. E, por consequência, suas fronteiras que delimitam a liberdade do ir e vir, as trocas mercantis, os idiomas, as culturas.

Há hoje, na Europa, em comparação com a primeira metade do século XX, milhares de quilômetros de fronteiras internacionais a mais (procurei no Google a quantidade exata em quilômetros, mas não encontrei). O continente conta com 50 países atualmente, número quase duas vezes maior que há 50 anos.

Pergunto: o que explica esse fato, se levarmos em consideração que desde a Primeira Grande Guerra o processo de globalização é cada vez mais presente, haja vista a própria criação e a expansão da União Europeia nas últimas duas décadas?


Muro de Berlin

Onde há luz, sempre há sombra. Ou seja, tem sido através da tentativa de equalização (seja política, econômica, social) que, na Europa, as diferenças culturais pipocam e culminam numa reivindicação, quando não numa convulsão coletiva, pelos valores culturais de cada povo.

A diversidade só é (e assim deve ser) bela quando a possibilidade de comparação com o outro é possível. Num cenário em que se tenta colocar na mesma cesta uma série de diferentes nacionalidades, culturas e valores, é natural que o azul não queira se misturar com o vermelho, o amarelo, com o verde, e vice-versa.

Assim, quanto mais globalizados formos, menos as bandeiras haverão de se misturar. A manifestação de valores culturais de um povo está intrinsecamente ligada à sua capacidade de diferenciar-se.

Talvez resida aí um dos fatores que levaram por água abaixo a tentativa de implementação dos ideais marxistas na ex-União Soviética. É natural do ser humano sentir-se único (seja enquanto indivíduo ou grupo). E numa região de dimensões continentais como a ex-URSS é natural que as diferenças étnicas se tornariam fraturas expostas cedo ou tarde.

O caso da China, uma das exceções desse meu ponto de vista, ainda foge do meu entendimento. A população fica completamente sujeita às decisões do Estado Chinês, que controla até quantos filhos seus cidadãos podem ter durante toda sua vida. A não ser que haja, nas próximas duas décadas, uma mudança radical das bases do poder chinês (e, por consequência, a inclusão de valores mais democráticos na sociedade), não vejo a cristalização do atual ritmo de crescimento econômico que a China vem experimentando nos últimos 15 anos.

Outro exemplo de exceção é Cuba. Talvez, com o fim da dinastia Castro, que acredito acontecer até 2015, seja possível que os cubanos passem a integrar a dinâmica global de trocas mercantis, científicas e tecnológicas. Sobretudo agora com a boa vontade de Barack Obama.

Poderia citar outros exemplos aqui, mas continuaria penando para achar um ponto interessante para concluir este texto. O fato é que as fronteiras vêm aumentando, assim como o número de países, apesar de a globalização fazer força para emplacar.

O próprio episódio recente da gripe suína, ou melhor, gripe tipo A, deixou escancarado nos quatro cantos do mundo que, sim, estamos dispostos a fechar nossas fronteiras na iminência de riscos de contágio de doenças estrangeiras.

Aliás, a própria etimologia da palavra ‘estrangeiro’ já encerra em si o verdadeiro sentimento que cultivamos pelos povos que não os nossos: estranhos!

É claro que, em nome da saúde pública e blablablá, devemos pensar primeiro na gente, e não nos ‘estranhos’, quer dizer, nos estrangeiros. Mas ainda assim fico aqui matutando sobre para onde apontará a resultante desse movimento mundial de proteção fronteiriça.

Não quero nem imaginar um desfecho não muito bonito. Aliás, nada com nome de desfecho deve carregar muita beleza. Afinal, se o Universo é infinito, qualquer tentativa de se pôr um fim a qualquer coisa sempre cairá por água abaixo.


Fronteira entre Bélgica e Holanda: exemplo de convivência com o outro

4 de jul de 2009

Blogar é como se vestir para uma festa (ou Como Fazer um Blog)


Imagens: Getty Images

Escrever um blog é como se vestir para uma festa. Portanto, capriche. Da mesma forma que faz o cabelo, ajusta o vestido, pinta as unhas, passa maquiagem, compra novos sapatos (nós, homens, apenas vestimos o terno, os sapatos e fazemos a barba), revise, cheque as informações, a gramática, a ortografia e, acima de tudo, seja interessante.

Há milhares de sites e blogs na internet dando dicas sobre a arte de blogar. Uno-me a esse universo e deixo aqui as minhas primeiras impressões após 'Passa Boi, Passa Boiada' ter completado ontem seus primeiros 100 dias de vida.

Em vez de seguir a tradicional receita do "10 dicas de como fazer um blog" (para isso, a internet está abastada de textos mais objetivos e didáticos), listarei em seguida não só as minhas dicas, mas também as minhas primeiras impressões e os aprendizados ao blogar.

Prontos? Então vamos lá:

Ser específico X ser generalista
Ao escolher um tema específico para seu blog (por exemplo, culinária, fotografia, música, marketing, modelismo), suas chances de emplacar são maiores (a depender, é claro, da sua competência e da sua capacidade de ser interessante). Por outro lado, nós não somos só especialistas nesse mundo. Escrever um blog pode ser a sua válvula de escape. O seu diário público. Uma maneira de você reagir ao que acontece no nosso mundo, interior e exterior. Uma frase de José Saramago sintetiza bem tudo isso: "Os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo." Ser generalista ao blogar, no entanto, aumenta ainda mais sua responsabilidade: o dever de ser interessante.

Seus parentes não leem seu blog
Todos nós somos eternas crianças e buscamos aprovação de todas as nossas manifestações. Logo, é natural que queiramos a aprovação (não no sentido de 'ah! que lindo seu blog!', mas na crítica construtiva, na audiência, no olhar) dos nossos parentes. A começar pelos nossos pais, em seguida irmãos, tios, primos etc. Sim, sei que há aí uma certa asa carente, mas esses somos nós: eternos buscadores por aprovação. Mas, sinceramente, com exceção da sua mãe (espero), não espere muitas visitas de seus parentes em seu blog. E viva com isso!

Seus amigos (quase) não leem seu blog
Idem ao item acima, com a exceção de que, como os seus (verdadeiros) amigos não têm a obrigação de ler seu blog (por quê? Os parentes por acaso têm?), é natural que vez por outra eles entrarão e, raramente, postarão um comentário. A parte engraçada é que, com certeza, seus inimigos lerão seu blog. É como aquela célebre frase de Oscar Wilde: "Sempre perdoe seu inimigos, nada lhes incomoda tanto".

Os anônimos é que leem seu blog
Quem realmente lê seu blog é aquele internauta anônimo (pode até ser uma celebridade). Ele encontra seu blog, e não o contrário. Darei dicas mais à frente sobre como divulgar seu blog.

Dê feedback e passe longe da censura
Mais importante do que ter gente lendo seu blog é interagir com quem entra lá e deixa comentários. Por isso, procure responder a todos os comentaristas, nem que for para apenas agradecer. E, é claro, não censure, delete ou repreenda um comentário. O máximo que você pode (e deve) fazer é apagar algo que seja de alguma forma ofensivo, ilegal ou simplesmente spam.

Tamanho faz diferença
Só que nesse caso, quanto menor, melhor. Sempre que possível, procure escrever textos razoavelmente curtos (o que não é o caso deste aqui). Isso reterá mais atenção de seus leitores. Mas se você já chegou até este ponto, é porque está gostando do texto. :-)

Ilustre
Lance mão de imagens para ilustrar seus textos. Isso faz com que seus leitores façam mais associações, sinapses, reflexões. E isso os cativará. O Google Images e o Getty Images estão repletos de imagens. Procure apenas citar a fonte, é claro.

Seja assíduo
Escreva pelo menos uma frase por semana no seu blog. É importante manter o ar de novidade. Outra dica também é vez por outra alterar a imagem (se tiver uma) que encabeça sua página.

Cuide do nosso vernáculo
Parece até redundante essa dica, mas você pode se espantar com tanta incompetência gramatical, ortográfica e de estilo que assombra alguns blogs. Por isso, revise aquele velho livro de português e cuide do seu texto. O português tem de ser impecável. Não há outra escolha.

Aponte links
Vai citar Einstein ou Modigliani em seu texto? Inclua um link para essas referências. Além de ser conveniente ao seu leitor, fará com que seu blog apareça muito mais em resultados de pesquisa no Google. Uma dica é apontar o link da sua referência no Wikipedia.

Ouça o que está dentro de você
Preste atenção aos insights que tem ao longo do dia (e da noite). Geralmente, eles te levam aos seus melhores textos. Se puder, ao ter um deles, levante-se e escreva na hora.

Aprenda com o outro
Leia, comente, aprecie outros blogs. Além de ser um ótimo aprendizado sobre como blogar (afinal, a comparação com o outro é que nos faz ter noção do tamanho da nossa aberração ou beleza), ler outros blogs faz com que você se sinta parte do todo, da pulsação cibernética, do mundo que acontece ao nosso redor.

Sinta o blogar


Nesses 100 dias blogando, são essas as minhas sensações ao escrever para o mundo:
  • Responsabilidade: vigiar o que manifesto;
  • Participar do mundo: sentir-me vivo e incluído;
  • Produtividade: manter a cuca funcionando e produzindo;
  • Propriedade: o blog é meu, obra minha, dá orgulho!;
  • Ser formador de opinião: saber que influenciei (bem ou mal) quem lê meus textos;
  • Ser jornalista e reportar ao mundo: estar atento aos fatos e dividir.
Divulgue seu blog

No meio de quase 10 bilhões de páginas na internet, ninguém vai saber do seu blog a não ser que você o divulgue. Há várias formas de divulgá-lo. Vou citar as quem vêm dando certo no meu caso. Mas cada caso é um caso. Veja abaixo algumas sugestões:

AddThis: inclua um link para seus leitores compartilharem os textos que você escreve. Pode não trazer visitantes imediatamente, mas faz um bom trabalho para se ter "share-of-mind".

Use e abuse das redes sociais: Facebook, Twitter, Orkut, MySpace, LinkedIn, Plaxo, Flickr, SlideShare e por aí vai (clique nos links para visitar meus perfis).

Só para se ter uma ideia, o LinkedIn traz 85% dos visitantes de Passa Boi, Passa Boiada. Quase todas as minhas postagens divulgo no LinkedIn. Isso fez com que gente de mais de 50 países tenha visitado o blog.

Conheça seu leitor
Tenha instalado um contador de acessos. O que eu uso é o Stat Counter, gratuito e dá vários detalhes sobre quem, quando, como e de onde suas visitas são oriundas. Ao estudar os relatórios de visitas em seu blog, você terá mais noção sobre quais posts tiveram mais interesse, quais quase não receberam visitas, a frequência com que as pessoas voltam ao seu blog, quanto tempo elas ficam na sua página etc.

Espero ter ajudado. Se você tem mais dicas, divida aqui deixando seu comentário.

1 de jul de 2009

Uma beleza sozinha não faz verão

Escrevi há pouco um e-mail em resposta a minha amiga Izabelle, que mora em Portugal. Ela, brasileira, já lá se instalou há anos, mas o nosso reencontro, mesmo que cibernético, fez-me voltar no tempo. Lembranças da adolescência. Gostosas recordações.

Algo que me chamou a atenção foram o jeito e os trejeitos dela ao escrever. Um português lusitano -- com o perdão do pleonasmo -- com aquele mesmo charme que os americanos apreciam nos ingleses, e estes, nos franceses.

E ao me deparar com essa diferença, sutil diferença, pude notar, pela enésima vez (mas a primeira que me leva à pena, ou melhor, ao teclado), o quão bela e rica e elegante é a nossa língua portuguesa.

As possibilidades de mover artigos, verbos e pronomes de lugar, sem alterar o sentido da frase, mas lhe conferindo mais poesia ou intenção ou tom (como que se não pudesse um tom ser poético, ou uma poesia, bem ou mal intencionada).

Sempre gostei de estudar outras línguas. E idiomas também. Mas tratemos dos idiomas por ora. Desde pequeno fuçava em dicionários, enciclopédias, sempre encantado com o novo, com o diferente, com o distante, mesmo que este estivesse sob minhas narinas.

Já me disseram que essa vocação, se é que se pode chamar de vocação, é influência da minha Lua na nona casa astral e de Júpiter na terceira. Deve ser mesmo. Afinal, a Lua rege meu signo solar, e o planetão, Júpiter, governa o meu setor de curiosidade, conhecimento, contatos sociais.

Mas o fato concreto, que penso não causar controvérsias astrológicas, é que tenho cada vez mais claro dentro de mim que a beleza do que somos, e do que temos também (como, por exemplo, a nossa língua portuguesa), só pode ser apreciada quando temos como referência o outro, ou a outra, se preferir.

Mesmo assim, ressalvo: como é impressionante nossa capacidade de ignorar as coisas preciosas que nos servem a vida toda, como a família, a noção de Pátria, os amigos verdadeiros, o trabalho, a língua! Parafraseando os anglófonos, "we take it for granted" (se alguém souber de uma tradução boa para essa expressão, por favor, compartilhe).

Enfim, arremato esse texto, que pode parecer solto, mas cuja intenção é propor uma reflexão sobre como a diversidade pode ser a via mais legítima para se enxergar a nossa própria beleza humana, com a seguinte ideia: se a minha beleza depende da do outro para existir, logo é a partir do respeito ao que é diferente de mim que serei respeitado!

Tão simples, tão elementar. Basta querermos olhar ao redor e enxergar. E aprender que dar risada de nós mesmos pode ser um sábio aprendizado.

Afinal, assim como andorinha, uma beleza sozinha também não faz verão.

29 de jun de 2009

Dica do blog rende 11,8% em um dia



Quem aproveitou a dica que dei aqui mais de dois meses atrás (em 23 de abril) ganhou só hoje 11,8% com as ações da Visanet (IBOV: VNET3).

Quero a minha parte, hein!? ;-)

Caráter não tem cara



Ninguém muda.

O caráter não é algo que se modifica.

O caráter é algo que se revela.

Pode ser um caráter que desabrocha, quando a surpresa da revelação é boa.

Pode ser um caráter que detona, quando tu és vítima de tua própria ingenuidade.

A ingenuidade da crença. A fé no idiota que está para se revelar.

Cuidado.

O caráter não se modifica.

Ele, algozmente, se revela.

Queres mesmo te revelar?

Ou és covarde, fraco ou mesquinho a ponto de esconder-te de ti mesmo?

Revela-te ou devoro-me.

Não me decifra. Porque sou teu espelho, tua verdade, teu calcanhar de Aquiles.

Aquilo. Que não sei. Nem quero saber. Não me toca. Sai.

27 de jun de 2009

Thriller na prisão



Para quem ainda não viu, vale a pena conferir essa coreografia de "Thriller", uma performance de cerca de 1.500 detentos do centro de reabilitação e detenção de Cebu, nas Filipinas.

O vídeo já foi visto mais de 26 milhões de vezes no Youtube.

Sensacional!

Clique aqui para ler reportagem em Veja.

Enjoy it!

Who's bad? Bye, Michael

Meu tributo a Michael Jackson: um poema que escrevi em 1992, no Canadá. Até então, não tinha dono. Agora tem.

My tribute to Michael Jackson: a poem I wrote back in 1992, in Canada. Until then it did not have an owner. Now it does.


26 de jun de 2009

Livrai-me de todos os males, inclusive da Livraria Saraiva



Napoleão Bonaparte (foto abaixo) disse uma frase que é uma das minhas favoritas: "Quando as pessoas param de reclamar, param de pensar".

Não deve ser à toa que o mestre da estratégia francês (sem considerar Waterloo, é claro) vivia com dor no estômago, fato, aliás, que justificam os historiadores ser a razão pela qual Napoleão sempre aparece com a mão sob o casaco em imagens e pinturas.

Como não paro de pensar, também não paro de reclamar. E hoje quero dividir aqui com vocês minha indignação com o péssimo atendimento da Livraria Saraiva online.

Literalmente, estou levando uma saraivada da Saraiva (com o perdão do trocadilho).

Fizemos a compra de um notebook no último dia 9 de junho, com promessa de entrega em três dias úteis.

Já se passaram até hoje (26 de junho) 12 dias úteis, ou seja, o quádruplo do tempo prometido por eles. Já reclamei, esperneei, liguei, escrevi. Só falta agora cancelar a compra.

Após tanta insatisfação, contatos na central de atendimento e e-mails enviados, vejam a resposta da área responsável por atender as reclamações de clientes:


"São Paulo, 26 de junho de 2009

Pedido #12999833

Prezado senhor Rodrigo ,

Informamos que sua crítica foi encaminhada para conhecimentos dos departamentos responsáveis. Agradecemos pela preocupação em participar do processo de aperfeiçoamento de nossos serviços. Colocamo-nos à sua disposição para mais comentários.
Atenciosamente,
Renan Aragão"


Ridículo, não?

Mais ridículo ainda é entrar no site da Saraiva (veja imagem abaixo) e descobrir que essa história de visão, missão, valores e blablablá não passa mesmo de uma bela (e cansativa) lorota contada por executivos que não conseguem transformar teoria em prática.



Nunca mais compro na Saraiva, seja online, seja na loja do shopping. E também nunca mais indico aquele lugar.

Saraiva nunca mais.

--

Leia outras da série "nunca mais":

Telefónica nunca mais
Oi: portabilidade com a porta na cabeça

25 de jun de 2009

Banho sustentável



Sempre parto do pressuposto de que boas (e eficientes) ideias devem ser compartilhadas.

Na semana passada, na Mostra da Conferência Internacional Ethos 2009, conheci o Sr. Geraldo Magalhães, criador do 'chuveiro eficiente'.

Trata-se de um sistema que recupera o calor da água quente que cai no piso do banheiro. Ou seja, a água nova recebe o calor e entra pré-aquecida no chuveiro. Isso proporciona uma redução de 50% no consumo do chuveiro elétrico residencial.

Veja a demonstração na entrevista que fiz com o Sr. Geraldo, no vídeo acima.

O equipamento é instaldo em 15 minutos, e não há quebradeira de piso e azulejo. Custa cerca de R$ 390,00. De acordo com o criador do sistema, esse valor é recuperado, através da economia na conta de luz, em cerca de cinco meses (isso para uma família de 4 ou 5 pessoas que utiliza o chuveiro numa média de uma hora diária).

Parabéns pela iniciativa!

Visite o site da Rewatt para mais informações ou entre em contato diretamente através do telefone (31) 2555-0638.

24 de jun de 2009

Sonhar não custa nada - Parte II



E agora, a emoção em sua mais pura forma: o teste da Mercedes-Benz C 63 AMG. Uma das joias da fabricante alemã: motor V8 com 457 CV de potência.

A criança faz de 0 a 100km/h em 4,5 segundos, comprovados aqui nesse vídeo.

Sensacional. O ronco do motor é algo que faz a adrenalina derramar no sangue.

Brinquedo de gente grande. Como somos eternas crianças!


Não deixe de visitar o site oficial da montadora feito especialmente para essa máquina e ouça o som desse purossangue alemão.


Acima e abaixo: fotos retiradas do site da Mercedes.



Acima, a versão S. Abaixo, as 'crianças' série C. Andamos na preta.



A chance de curtir o filhão não tem preço!

Sonhar não custa nada - Parte I



Participei com meu filho, no último final de semana, na Hípica de Santo Amaro, em São Paulo, de um evento promovido pela Mercedes-Benz: o Mercedes-Benz Live & Drive.

Como não custa nada sonhar, meu rebento e eu nos divertimos como duas crianças (sim, duas! Me incluo também no rol!) testando as máquinas alemãs em circuitos ON e OFF.

Se também tiver paixão por carros, confira no vídeo acima, de produção mega-amadora, a nossa volta no modelo GL 500 (fotos abaixo). Para saber mais sobre esse espetáculo de automóvel, acesse o site da montadora clicando aqui.


Acima e abaixo: test-drive na pista OFF da Hípica de Santo Amaro em São Paulo.