23 de abr de 2009

Coaduna ou não coaduna? Dê sua opinião



texto: Rodrigo Marques Barbosa

O pau quebrou hoje (22) no Supremo Tribunal Federal. Não vou me ater aqui ao mérito da discussão, até porque não domino o assunto. Mas tenho de chamar a atenção para algo inusitado: assistir aos egrégios ministros perdendo a habitual compostura e diplomacia é algo que não tem preço (veja o vídeo acima no youtube).

Gilmar Mendes, presidente da Casa, e o ministro Joaquim Barbosa trocaram farpas. Fiquei de cabelo em pé (o ministro Gilmar nem tanto, pois lhe falta uma robusta cabeleira), quando meu parente Barbosa (ops, brincadeirinha) disse mais ou menos assim: "Se o senhor (Gilmar Mendes) pensa que está falando com seus capangas de Mato Grosso, está enganado". Ô louco!

A discussão só não ganhou mais corpo porque o ministro Marco Aurélio (de quem sou fã de carteirinha) soltou a seguinte pérola: "Creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo". Gente, que frase é essa!? E não é só o conteúdo da frase, mas a entonação, a postura da voz do ministro que me inspiram.

Para saber mais sobre o episódio, clique aqui e leia a reportagem no Estadão.

A propósito, não conhecia o verbo 'coadunar'. Fui descobrir que quer dizer harmonizar, estar no lugar adequado. Clique aqui para saber mais.

Mais uma coisa. Tenho de confessar que sou assíduo telespectador da TV Justiça. Pasmem, mas é vero. Aliás, quando há sessões do STF, aproveito para tirar algumas aulas de retórica, português, pra não dizer o poder de argumentação dos caras, digo os ministros.

De todo jeito, fiquei pensando cá comigo mesmo: a escultura "A Justiça", obra de Alfredo Ceschiatti (foto abaixo), deve ter tremido na base hoje. Só não passou mais vergonha porque usa uma venda infalível. Sorte a dela. Azar o nosso.

1 comentários:

Tadeu Piffer disse...

Não sou jurista, nem tão pouco advogado, mas gostei de ver o Gilmar ser chumbecado (desculpem a palavra) no tribunal, pois o mesmo é o mais fraco que já dirigiu aquela casa, vide Raposa Serra do Sol (meio estado para 19.000 índios ACULTURADOS, entregando terras produtivas para as ONGs internacionais e terras de fronteira. Tenho amigos que morarm e RORAIMA, mesmo antes da demarcação era impossível a brasileiros cruzarem a estrada à noite mas se fosse japones ou europeu tava limpo, a fab já teve que descer em aldeias na região para baixar a bandeira da comunidade Européia e astear a bandeira nacional.
Eu acha a discução de fiscalização do judiciário muito válida, mas feita por nós cidadão e não por um conselho ou entidade de classe até que os juizes criassem vergonha na cara e trabalhassem como um poder autônomo responsável pelo cumprimento da lei.
O Gilmar na minha opinião só disse uma única coisa certa desdeque assumiu o STF: que o MST era um bando de foras da lei financiados pelo dinheiro público.
Desculpem

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