30 de abr. de 2009

Queimando a língua com Daniela Mercury


Não poderia deixar de tietar hoje à noite a Daniela Mercury. Ela foi a protagonista do meu primeiro carnaval na Bahia, nos idos de 1989.

Lembram-se daquela:

"Salve, Salvador
Me bato, me quebro tudo por amor
Eu sou do Pelô
O negro é raça é fruto do amor
Salve, Salvador
Me bato, me quebro tudo por amor
Eu sou do Pelô

Ae, ae, ae, ae
Ei, ei, ei, ei
Oô, oô, oô, oô, oô, oô, o
"?


Pois é, a Daniela nem fazia sucesso ainda, e o seu colega que aqui vos escreve já estava lá na Bahia pulando atrás de um trio elétrico.

Mais curioso foi ver como estava o espaço da Daslu. No evento de que participei esta noite, além de ter encontrado meu ídolo, Nizan Guanaes, e também a Daniela e outros queridos, fiquei impressionado com a pujança com que o local ainda se sustenta.


Escrevi num post passado (leia aqui) que o lugar deveria ser fechado também, afinal, as descobertas do Ministério Público não deixavam mais dúvidas sobre a sacanagem que vem sendo aprontada há anos.

Queimando a língua ou não, fui à Daslu hoje e adorei o evento. Não apenas pelo local, nem tampouco pelo glamour. Mas também pela energia das pessoas que estavam lá.

Vejam mais um pouco pelas fotos que tirei como esse lugar é lindo:



Pra matar um pouco da saudade:

28 de abr. de 2009

Oi: portabilidade com porta na cabeça


Para quem pretende migrar seu atual número de celular para a Oi, aí vai um aviso.

Ligações e mensagens de texto 'de' e 'para' o Exterior?

Necas de pitibiriba!

Fiz a mudança, me arrependi.

Ainda bem que a portabilidade é uma estrada de duas vias: basta agora voltar para a minha operadora original.

Esse é o melhor troco que um consumidor civilizado pode dar quando é mal atendido. Outros, por exemplo, reclamam em blogs pela internet. ;)

Oi nunca mais.

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Leia mais sobre a série "nunca mais":

Livrai-me de todos os males, inclusive da Livraria Saraiva

Tefónica nunca mais

Um pouco de humor não faz mal a ninguém!


Manchete: "Gols de Ronaldo causam baixa resistência nos palmeirenses, e gripe suína ameaça o Brasil."

O problema será fulminar, além do porco, o Peixe!

Aí só faltava também a gripe aviária para acabar com as galinhas.

Vai sobrar apenas carne de boi pra gente comer.

27 de abr. de 2009

Gripe suína: melhor evitar Brasília por esses dias


Acordei hoje e o noticiário bombardeando: gripe suína!

Devo ter ouvido algo a respeito, lido em algum lugar, mas como surge uma gripe da noite pro dia?

Mais curioso ainda: a epidemia tornou-se notícia, de uma só vez, no mundo todo. Como pode? Alguém saberia me explicar?

Agências europeias estão implorando para que seus cidadãos não viajem aos EUA e nem ao México (focos de incidência da gripe). Idem no Japão. Na Espanha, ainda há pouco, a confirmação de um caso da doença veio a público.

Tenho um lombo congelado no freezer de casa. Pelo menos, segundo o Ministério da Saúde, não há nenhum risco de se pegar a tal gripe através da ingestão de carne de porco. Encontrei uma reportagem na Veja que esclarece um pouco mais. Clique aqui para ler.

Segundo li também, a transmissão do vírus é feita pelo ar ou por fluidos de pessoas contaminadas.

Ah, não pega de animais não. Mas em todo caso é sempre melhor evitar Brasília em tempos assim. Vai saber como anda a situação do chiqueiro do planalto central.

26 de abr. de 2009

Cuidado com o que deseja (ou o orçamento da Câmara pode ir pro espaço)

Já tem alguns colegas tirando sarro da nova empreitada do nosso querido Rubens Barrichello: o piloto da Brawn GP acaba de comprar uma passagem para ir ao espaço. (leia mais em http://is.gd/uyFE)

Isso mesmo. Rubinho viajará na companhia do lendário Nick Lauda a bordo de uma aeronave da Virgin, companhia aérea britânica e também patrocinadora da equipe de Rubens.

O preço da brincadeira? US$ 200 mil. Caro? Barato? Sei lá! Quem sou eu pra dizer como o Rubinho deve ou não gastar seu dinheiro?

Aliás, querem minha opinião? Acho que tem mais de ir mesmo. Quem, afinal, não se deleitaria com uma viagem tão especial? Quem não gostaria de, embasbacado, deixar cair o queixo e, sem perceber, repetir a imortal frase do astronauta russo Yuri Gagarin (1961): "A Terra é azul!"?

O ruim não é como ou quanto o Barrichello gasta seu dinheiro com passagens, aéreas ou espacias. O pior é como nós, contribuintes brasileiros (o Rubinho tem residência fixa em Mônaco, logo não contribui aqui no Brasil), gastamos nossos suados reais em passagens. Não! Não a minha nem a sua viagem de férias. Estou falando da conta que pagamos, via impostos, para a TAM, Gol, Varig etc. pelas viagens dos nobres deputados federais, suas esposas, amantes, filhos, amigos, comparsas.

A gente vive fazendo piada, o Rubens já é vítima antiga. Afinal, não basta estar na F1 há tantos anos. Tem de ser campeão. O resto não vale. Ah... aqueles dois vice-campeonatos na Ferrari em 2002 e 2004? Não quer dizer nada! Será mesmo?

Será que é motivo de piada quem terá o privilégio de ver a Terra do espaço e mora em Mônaco ou quem reside aqui no Brasil, viaja de avião de vez em quando (digo por conta própria, bancando a família toda nas férias), e ainda tem de aturar (e patrocinar) benesses e mordomias, Paris e Nova Iorque, sacanagens e sem-vergonhices dos chamados "representantes do povo"?

A coluna do Diogo Mainardi na Veja de hoje é bem providencial: "Vamos cair fora". Acesse http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/290409/mainardi.shtml. Vale a pena conferir.

Penso que a pontaria das candinhas deveria apontar para outro lado. Pois se ainda não perceberam, a mira está bem no meio de suas cabeças.

Mas cuidado com seus desejos. Eles podem se tornar realidade. Já pensou você, no momento de raiva e desespero, gritar para os deputados em alto e bom tom: VÃO TODOS PRO ESPAÇO! Aí haja verba pública, hein!?

23 de abr. de 2009

Tá passando boi nos quatro cantos do mundo



(atualizado em 25 de fevereiro de 2010)

Para minha surpresa, este blog, apesar de eu ter feito pouca divulgação (como postar links nos sites de redes sociais: orkut, myspace, facebook, twitter e linkedin), recebeu visitas de 64 países de seis continentes (Américas, Europa, África, Oceania, Oriente Médio e Ásia). Além de brasileiros, internautas de países como Austrália, Nova Zelândia, Colômbia, Peru, Chile, Equador, Argentina, Venezuela, Uruguai, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Bahamas, México, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Finlândia, Dinamarca, França, Bélgica, Holanda, Itália, Portugal, Espanha, Áustria, Suíça, Alemanha, Grécia, Polônia, Hungria, Croácia, Romênia, Eslováquia, Bulgária, Albânia, Angola, Namíbia, África do Sul, Cingapura, Brunei, Egito, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kwait, Qatar, Turquia, Rússia, Lituânia, Ucrânia, Índia, China, Azerbaijão, Taiwan, Malásia, Nepal, Indonésia, Vietnã, Filipinas e Japão deram sua olhadela em 'Passa boi, passa boiada'.

A imagem acima foi retirada do site que me fornece relatórios dos acessos. Para saber mais sobre o serviço (aliás, gratuito), acesse StatCounter.

Não menos surpreendente, além de São Paulo (onde moro) e São José do Rio Preto (onde nasci), o blog foi visitado por pessoas do interior do estado de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Pernambuco, Maceió, Ceará, Maranhão, Distrito Federal, Goiás, Amazonas, Acre, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santos e Rio de Janeiro.

Conforme mostra o gráfico acima, é natural que a grande maioria dos acessos provenha de cidades brasileiras. Mas é notória uma leve vocação do blog para se conectar com internautas no mundo todo. Sobretudo se considerarmos a tenra idade de 'Passa boi, passa boiada': um mês de vida.

Em razão disso, os leitores agora podem, ao clicar do mouse, ler traduzidas as páginas do blog nos seguintes idiomas: chinês, italiano, alemão, francês, japonês, inglês, russo e espanhol. Além do bom e querido português, ora pois.



Moral da história: o grande poder da internet é suprimir fronteiras (guardadas as devidas proporções) e aproximar pessoas dos quatro cantos do planeta. Mas, peraí! Como quatro cantos se a Terra é redonda?

Pois é, a força das expressões idiomáticas não deixa a lógica acontecer às vezes.

IPO com chocolate e cereja


texto: Rodrigo Marques Barbosa

Isso aqui é um chute, mas não poderia deixar de falar: vem aí uma importante IPO (oferta pública de ações) a ser lançada na Bovespa. A Visanet, cujos donos são Bradesco, Banco do Brasil, Santander (ex-Real) e Visa International (além de acionistas menores com 6%), vai abrir seu capital na bolsa paulista em breve. O pedido junto à CVM, Comissão de Valores Mobiliários,  deverá ser protocolado até esta sexta-feira (24).

Depois do período de vacas magras no mercado acionário brasileiro -- quase não houve lançamentos de ações nos últimos 12 meses -- nos bastidores se fala muito dessa IPO, que deve trazer gordos ganhos para quem entrar, mesmo que seja para 'flippar', ou seja, comprar no período de reserva e vender no dia do lançamento.

Só para dar um exemplo, a empresa-mãe, Visa International, abriu capital na bolsa de Nova Iorque em março do ano passado. No dia de início de negociação das ações, estas subiram mais de 28% sobre seu preço de lançamento (leia mais aqui).

O único problema, penso, vai ser que, dada a grande demanda pelos papéis, os investidores não-institucionais (leia-se 'nós, mortais') só morderão uma fatia muita pequena dessa torta mousse de chocolate coberta com cerejas do mercado financeiro.

E aí? Eu vou. Você vai?

Coaduna ou não coaduna? Dê sua opinião



texto: Rodrigo Marques Barbosa

O pau quebrou hoje (22) no Supremo Tribunal Federal. Não vou me ater aqui ao mérito da discussão, até porque não domino o assunto. Mas tenho de chamar a atenção para algo inusitado: assistir aos egrégios ministros perdendo a habitual compostura e diplomacia é algo que não tem preço (veja o vídeo acima no youtube).

Gilmar Mendes, presidente da Casa, e o ministro Joaquim Barbosa trocaram farpas. Fiquei de cabelo em pé (o ministro Gilmar nem tanto, pois lhe falta uma robusta cabeleira), quando meu parente Barbosa (ops, brincadeirinha) disse mais ou menos assim: "Se o senhor (Gilmar Mendes) pensa que está falando com seus capangas de Mato Grosso, está enganado". Ô louco!

A discussão só não ganhou mais corpo porque o ministro Marco Aurélio (de quem sou fã de carteirinha) soltou a seguinte pérola: "Creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo". Gente, que frase é essa!? E não é só o conteúdo da frase, mas a entonação, a postura da voz do ministro que me inspiram.

Para saber mais sobre o episódio, clique aqui e leia a reportagem no Estadão.

A propósito, não conhecia o verbo 'coadunar'. Fui descobrir que quer dizer harmonizar, estar no lugar adequado. Clique aqui para saber mais.

Mais uma coisa. Tenho de confessar que sou assíduo telespectador da TV Justiça. Pasmem, mas é vero. Aliás, quando há sessões do STF, aproveito para tirar algumas aulas de retórica, português, pra não dizer o poder de argumentação dos caras, digo os ministros.

De todo jeito, fiquei pensando cá comigo mesmo: a escultura "A Justiça", obra de Alfredo Ceschiatti (foto abaixo), deve ter tremido na base hoje. Só não passou mais vergonha porque usa uma venda infalível. Sorte a dela. Azar o nosso.

19 de abr. de 2009

Hoje é dia de chocolate? E por que não de açaí?


Olho no relógio: quase meia-noite, final do domingo, 19 de abril. A data lhe toca algum sininho na memória?

Pois é, só agora me lembrei que hoje se comemora o Dia do Índio.

Curioso. Muitas vezes não entendo o outro nem tampouco a mim mesmo. Vejamos o feriado da semana passada: apesar de poucos se lembrarem de que a Páscoa representa a ressurreição do Cristo, a venda de chocolates cresce ano após ano. O que dizer?

O que acontece com nossa memória coletiva? Virou pó? Compensamos com chocolate? E hoje? Por que não com açaí?

Sem mais milongas, presto minha homenagem aos genuínos proprietários das Américas e reproduzo um discurso atribuído ao embaixador mexicano Guaicaípuro Cuatemoc, de descendência indígena, proferido em maio de 2002, durante a conferência dos chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, realizada em Madri.

Lenda ou não (e é essa uma das funções essenciais das lendas), eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a 'descobriram' só há 500 anos. O irmão europeu da aduana me pediu um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país- , com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no 'Arquivo da Cia. das Índias Ocidentais' que, somente entre os anos 1503 e 1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.

Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a atual civilização europeia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas.

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indenização por perdas e danos.

Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano 'MARSHALL MONTEZUMA', para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia e de outras conquistas da civilização.

Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros reichs e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de amortizar o capital e seus juros quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Esse quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.

Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.

Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue? Admitir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam a nós, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Feliz dia do Índio!

Apenasmente por isso


Inspirei-me na epígrafe de "Sagarana", obra de João Guimarães Rosa, panteão do neologismo, para batizar este blog:

 

"Lá em cima daquela serra, passa boi, passa boiada, passa gente ruim e boa, passa minha namorada."

 

No uso popular, a expressão 'passa boi, passa boiada' enseja um certo caráter relaxado e negligente, característica atribuída sobretudo a políticos, alguns empresários, oportunistas, gatunos, enfim toda a turma do 'opa lelê'.

 

Guimarães Rosa, não. O mestre utilizou a expressão para introduzir o leitor aos elementos centrais do livro: Minas Gerais, sertão, bois, vaqueiros e jagunços, o bem e o mal.

 

Esse é o tom que pretendo dar ao blog: tanto tratar do descaso de uns, quanto do poético, do sertanejo (sou rio-pretense, lembra?) de outros. Fazer arder a dicotomia e, na sua agudez intrínseca, fazê-la revelar-se. Ou romper-se de vez.

 

Não mais que isso. Nem menos. Ou, como diria Rosa, apenasmente.

 

Leia mais sobre 'Sagarana' aqui.