
Me bato, me quebro tudo por amor
Eu sou do Pelô
O negro é raça é fruto do amor
Salve, Salvador
Me bato, me quebro tudo por amor
Eu sou do Pelô
Ae, ae, ae, ae
Ei, ei, ei, ei
Oô, oô, oô, oô, oô, oô, o "?












Isso mesmo. Rubinho viajará na companhia do lendário Nick Lauda a bordo de uma aeronave da Virgin, companhia aérea britânica e também patrocinadora da equipe de Rubens.
O preço da brincadeira? US$ 200 mil. Caro? Barato? Sei lá! Quem sou eu pra dizer como o Rubinho deve ou não gastar seu dinheiro?
Aliás, querem minha opinião? Acho que tem mais de ir mesmo. Quem, afinal, não se deleitaria com uma viagem tão especial? Quem não gostaria de, embasbacado, deixar cair o queixo e, sem perceber, repetir a imortal frase do astronauta russo Yuri Gagarin (1961): "A Terra é azul!"?
O ruim não é como ou quanto o Barrichello gasta seu dinheiro com passagens, aéreas ou espacias. O pior é como nós, contribuintes brasileiros (o Rubinho tem residência fixa em Mônaco, logo não contribui aqui no Brasil), gastamos nossos suados reais em passagens. Não! Não a minha nem a sua viagem de férias. Estou falando da conta que pagamos, via impostos, para a TAM, Gol, Varig etc. pelas viagens dos nobres deputados federais, suas esposas, amantes, filhos, amigos, comparsas.
A gente vive fazendo piada, o Rubens já é vítima antiga. Afinal, não basta estar na F1 há tantos anos. Tem de ser campeão. O resto não vale. Ah... aqueles dois vice-campeonatos na Ferrari em 2002 e 2004? Não quer dizer nada! Será mesmo?
Será que é motivo de piada quem terá o privilégio de ver a Terra do espaço e mora em Mônaco ou quem reside aqui no Brasil, viaja de avião de vez em quando (digo por conta própria, bancando a família toda nas férias), e ainda tem de aturar (e patrocinar) benesses e mordomias, Paris e Nova Iorque, sacanagens e sem-vergonhices dos chamados "representantes do povo"?
A coluna do Diogo Mainardi na Veja de hoje é bem providencial: "Vamos cair fora". Acesse http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/290409/mainardi.shtml. Vale a pena conferir.
Penso que a pontaria das candinhas deveria apontar para outro lado. Pois se ainda não perceberam, a mira está bem no meio de suas cabeças.
Mas cuidado com seus desejos. Eles podem se tornar realidade. Já pensou você, no momento de raiva e desespero, gritar para os deputados em alto e bom tom: VÃO TODOS PRO ESPAÇO! Aí haja verba pública, hein!?






Inspirei-me na epígrafe de "Sagarana", obra de João Guimarães Rosa, panteão do neologismo, para batizar este blog:
"Lá em cima daquela serra, passa boi, passa boiada, passa gente ruim e boa, passa minha namorada."
No uso popular, a expressão 'passa boi, passa boiada' enseja um certo caráter relaxado e negligente, característica atribuída sobretudo a políticos, alguns empresários, oportunistas, gatunos, enfim toda a turma do 'opa lelê'.
Guimarães Rosa, não. O mestre utilizou a expressão para introduzir o leitor aos elementos centrais do livro: Minas Gerais, sertão, bois, vaqueiros e jagunços, o bem e o mal.
Esse é o tom que pretendo dar ao blog: tanto tratar do descaso de uns, quanto do poético, do sertanejo (sou rio-pretense, lembra?) de outros. Fazer arder a dicotomia e, na sua agudez intrínseca, fazê-la revelar-se. Ou romper-se de vez.
Não mais que isso. Nem menos. Ou, como diria Rosa, apenasmente.
Leia mais sobre 'Sagarana' aqui.